Bem-Vindo - Welcome - Bienvenido - Bienvenue - Benvenuti - Willkommen

Pretendo caro leitor compartilhar aqui alguns passatempos e reflexões que se apoderam nessa peregrinação de nossa temporalidade. Seja sobre Deus; seja sobre o homem; seja sobre a poesia e as artes; ou mesmo sobre meras bobagens. Desejando que não sejam meras palavras (flatus vocis), mas que tais palavras de certa forma adentrem além da superfície dos seus olhos e quem sabe chegar a sua alma.

A vós poetas e artistas, pensadores e leigos, sintam-se a vontade esse espaço é vosso também.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Signo Natalino

    Chega, o que é para mim, uma data sempre reflexiva e especial. Para longe das burocracias e formalidades, recosto-me na imagem da manjedoura, imagem essa que este ano teve nota contemplativa em um tempo de desmoronamento de convicções, de paradigmas que me guiaram por anos. Mas essa contemplação na perda de significados não começou esses dias, nem essas semanas, mas é um processo que deu início há mais tempo. Envolveu autoquestionamento, rupturas e a quebra de certezas porque a vida tem se mostrado assim, a mais concreta forma da insegurança e suposta insignificância. 

    Voltei-me à manjedoura, à lapinha que abrigou Deus, o menino Deus, insignificante, frágil e mesmo assim vivo e pulsante. Não foco nos profetas, nem na história que é dogma para quem crê, mas sim naquele Ser, Deus menino que tudo significou ali. Pousado no berço, encontramos a face de Deus que se apresenta a nós no início da vida, essa tal vida que tantos tentam significar e ressignificar.

    Não quero dizer que descobri significados permanentes, nem quero mais possuir essa certeza, apenas deixar que esse signo (sinal) da manjedoura possa me inspirar e a todos que tiram um tempinho de sua existência para olhar, sem impor, sem cobrar, Deus está lá, exposto e acessível significando ao mundo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Tempo de Certeza!

 Neste Natal o que pude pensar foi em supostas certezas. Ao menos assim caminhava José que logo se casaria com uma jovem israelita de nome Maria. Ele tinha planos seus, projetos, sonhos, de futuro marido e chefe de uma família; planos para sua vida profissional e sustento de seu lar. Talvez uma viagem em tempos festivos para levar a esposa e as crianças para ver os avós ou irem ao litoral. Ela, Maria, sendo mui nova, com certeza almejava muitas coisas em sua vida, ainda que o papel feminino naquela época como mulher casada não fosse dos mais empolgantes, porém, como todo jovem espírito, ela deveria ter sonhos que lhe empolgavam.

            Planos, projetos, sonhos, tudo isso é parte de cada um de nós que de alguma maneira tende a pensar além do aqui e agora. Não existe erro em sermos assim, mas vez ou outra somos postos diante de uma realidade que não condiz com o que almejávamos. Sonhos desmoronados, projetos estilhaçados, certezas desfeitas. Assim aconteceu com o casal de Nazaré. José, homem justo (Mateus 1:20) recebe a notícia de que sua futura esposa estaria grávida... imagino a reação de José ao saber dessa notícia. Surpresa? Aflição? Raiva? Tristeza profunda? Tanta coisa deve ter passado pela cabeça dele, mas ainda assim achou-se virtude nele para não expor Maria. E ela, grávida miraculosamente ainda sem muito entendimento do que lhe acontecera. Ambos perdidos, cada um a seu modo. Os sonhos já não mais poderiam ser como eles esperavam; projetos e perspectivas ganharam tons cinzas de um mundo que não poderia ser projetado como eles imaginavam. O que isso nos diz? Não temos pleno controle de nosso futuro e nem das coisas que nos rodeiam. As incertezas da vida são mais certas do que as meras certezas que palpitam em nossos corações. Entretanto, Deus não desampararia seus filhos confusos, pelo contrário, enviou de si um mensageiro para explicar, confortar e animar o casal desnorteado (Mateus 1:20-23). Deus trouxe a mensagem de boas novas em meio aquele turbilhão de medo que a incerteza tende a nos afogar.

            Neste Natal quero refletir convosco sobre a vida de incertezas que vivemos, mas não como enfoque de que incertos viveremos, ao contrário, quero dizer sobre a própria essência natalina: nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lucas 2:11). Nasceu e nos envolveu na certeza de que nunca mais estaríamos só neste mundo. Nascido, fez nascer em nós a comunhão com aquele que imutável é, permanecendo conosco mesmo quando o mundo ao nosso redor desaba. Nascendo, trouxe consigo a paz que sobressai o medo porque é o Amor feito carne, e o amor afugenta o medo (1 João 4:18). Nele, saltamos no escuro que é viver o amanhã, confiantes de que estamos seguros.

Por: Danilo Reis

sábado, 25 de dezembro de 2021

Grandeza e riqueza no Reino dos Céus (O Natal)

É comum a teologia predominante na Igreja evangélica brasileira comunicar que cada um "tem um grande propósito" e que "Deus tem algo muito grande na sua vida." Pode ser que alguns dos que ouvem essas coisas façam algo grande, porém não é uma regra. Essa máxima do "sucesso" ser grandioso é desajustada.


Nesse Natal que chega, me vejo mais uma vez olhando para o símbolo maior, a Manjedoura. Deus feito homem. Encarnado em um menino, despido de glória e nascido em uma família sem muito a oferecer. Maria e José foram escolhidos para algo grande, souberam disso pela boca dum anjo, mas a grandeza não veio com o sucesso que se espera obter, de acordo com muitas pregações explanadas por aí. O sucesso do Reino dos Céus é mais o que nos tornamos com o "Menino Deus" que acolhemos, do que o "Rei" que muitos aguardavam. Outro bom exemplo de que a grandeza para o Reino dos Céus não necessariamente igual ao proposto no Mundo são os pastores que foram ver o casal e Emanuel (Deus conosco). Sua maior obra foi visitar e servir uma família desamparada, onde puderam ver com os próprios olhos o Senhor da Criação. (Lucas 2:15-16)


Deus é grande, não carece de feitos grandiosos individuais. O banal, o simples, o ordinário é parte da vida. Importa fazer com graça, consciente e sem cobrar de Deus ou de si esses mantras de sucesso. O que é grande e o que é sucesso para ele? A mensagem natalina sempre pode nos ensinar e lembrar.


Por Danilo Reis 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A importância da filosofia para o homem político e social do século XXI

A palavra sociedade é de comum entendimento. Porém, ao pensarmos ela, precisamos compreender que falamos de instituições, precisamos entender que falamos de constituição de normas, regras, valores, e mesmo de convivência.

    O homem do século XXI vive uma conjuntura social plural, diversificada e fluída. Plural porque é, além de globalizada, é composta por diferentes perspectivas de vida social, que pode e contém semelhanças, mas não deixam de ter diferenças. É diversificada porque existe mais de uma sociedade em diferentes disposições. É fluída, como diria o pensador polonês, Zygmunt Bauman, porque lida com uma inconsistente relação com os valores, normas, virtudes e possíveis “certezas” que regiam ou regem ainda as pessoas. Portanto, pensar o homem social do século XXI tem desafios, e isso começa pelo entendimento do próprio homem, visto que vivemos em um tempo de grande avanço tecnológico em diversos campos, mas ao mesmo tempo, vemos um atrito entre as novas forças plurais e as tradicionais formas de pensar a sociedade.

      Aristóteles, um dos mais importantes filósofos da história, entendia que o homem social e político é indissociável, ele chama o homem de zoonpolitikon, que quer dizer “animal político”, ou seja, nós somos naturalmente voltados a vida em sociedade, e viver em sociedade implica viver politicamente. Para ele, a vida social é uma vida política e central para cada pessoal. Pensar vida social sem política, ou mesmo, sem participação política para o Aristóteles seria impensável!

    Ao mesmo tempo que pensamos sociedade e política como algo natural, as discussões sobre sociedade e política seguem na Idade Média, porém, no Renascimento a partir de Maquiavel e mais especialmente na Modernidade com os contratualistas, compreende-se que o homem social e político se tornam chave para entender o próprio mundo composto, como uma realidade artificial, criada pelo homem e que mereceria atenção. Deixamos um Estado da Natureza, período que antecede o homem civil, e por necessidades diferentes, conforme perspectiva de cada teórico, surge o Contrato Social, que dá origem a sociedade civil e funda a política. A partir desse momento, todos nós, deixamos de lado qualquer plena liberdade e atribuímos ao Estado o papel de reger nossos direitos e deveres naturais ou positivos. Desde então, o homem social e político volta ao cerne das discussões filosóficas, pois deixamos de olhar para política e para a sociedade como “acaso” ou “vontade divina” e vemos algo racional a constituir e debater.

    Falando especificamente de nosso tempo, podemos notar que urge uma necessidade de voltarmos esse olhar cuidadoso para o homem político-social, verificar que atravessamos um período de rupturas e reviravoltas em diversos âmbitos. Retorna o perigo do autoritarismo, de forças que engendram agendas que não querem as novas compreensões sociais. Que negam ou se opõe a agendas ambientais e que desfazem de algumas virtuosas conquistas trazidas pelo progresso científico e humano. Estamos lidando muitas vezes com a vivência de 3 ou 4 gerações bem distintas, em um mesmo espaço encontramos pessoas remanescentes da geração Baby Boomer, seguidos da geração X, dos millenials e claro, a geração Z. Esse contato é também um dilema, pois gera um conflito de gerações, seja no âmbito social, político, tecnológico, ético ou mesmo ambiental.

    A filosofia está atenta a esses acontecimentos, na verdade, ela é aquela que de antemão se preocupa em falar desse homem político-social em suas relações diversas. Com a filosofia, voltamos o nosso olhar além da superfície e podemos compreender com mais profundidade, através de caminhos já trilhados pelos filósofos ao longo da história, ou mesmo para as novas teses que surgem.

Por: Danilo Reis

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Face de Deus aos homens

Quando se aproxima o advento Natalino, mesmo em um mundo tão indiferente e relativista, os olhos de muitos se apressam para olhar ainda que por curiosidade, se a face do menino-Deus ainda poderia falar-nos. Poderia pensar no mundo como o conjunto de faces que tentam no alento esperançoso, mirar por um instante aquele leito onde repousava o recém chegado, buscando nem que seja encontrar para si, o próprio repouso. 

A manjedoura permite-nos anualmente renovar algumas certezas que o ano trata de nos incentivar a esquecer sob muitas faces, e no último ano, pudemos ver novamente a ascensão de faces transmutadas, faces desumanizadas, faces aterrorizadas com a guerra, com a rivalidade; faces divididas pela lacuna política; faces concretizando certezas sob o relativismo de ações inócuas e egocêntricas; faces maquiadas como cedro de identidade nacional, mas que expõe o autoritarismo intolerante e segregador. O mundo de faces, encontra no evidenciar das fronteiras culturais, partidárias, econômicas, religiosasraciais, sexistas e afins, o suposto refúgio que traz uma falsa segurança. Inseridos em um cenário onde pouco repouso encontramos, onde nossa própria face está em questão, recorda-nos a sacra escritura quando Jacó, em um momento que iniciou-se com a angústia, pôde ele, ver a face de Deus no lugar o qual chamou de Peniel (Gêneses 32:30), encontrando ali, salvação. Ainda nas escrituras podemos ver o Salmista em um clamor: "Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos." (Salmos 80:3), pedindo para que o Senhor Deus resplandecesse a sua face para que trouxesse salvação. A face de Deus, a face do Sagrado, a face do Criador, nas escrituras direciona-nos à própria salvação, ao caminho do repouso salvívico. Porém, especificamente nos textos selecionados, tanto o patriarca, quanto o salmista estavam diante de situações adversas, o mundo para eles não parecia ir nada bem, o medo, a insegurança etc., e coube a sinceridade de aproximar-se em oração e reconhecer ali, em Deus, o repouso na salvação. 

A mensagem da manjedoura é ricamente desafiadora, e ao mesmo tempo animadora e acolhedora, pois, aproximar-se significa estar diante daquele que nos conhece. É estar diante da face que todo e qualquer ser humano tem (Gêneses 1:26), é lembrar que as faces se encontram em uma Face. Entretanto, qual face nos mostra a manjedoura? Ela alenta-nos a alma cansada de um mundo que prefere não ver o seu semelhante como tal, construindo muros, dividindo, desfazendo relações, apontando inimigos, conflitos e guerras. Ela nos apresenta a face de Deus, a face humilde do Criador que tornou-se homem. Ela rompe a maior fronteira que poderia existir, Deus e homem, Criador e criatura. Nela, na manjedoura, o homem pode ver que somos não povos, mas povo; não faces, mas face; não estrangeiros, mas semelhantes; não fronteiras, mas um mesmo terreno, o sagrado terreno do amor de Deus que nos traz salvação e repouso. 

Que Deus relembre-nos sempre mais que a sua face nos dá salvação e nos conduz ao repouso de nossas almas, e que possamos lembrar que o outro, o nosso semelhante também pode ser visto na face do menino-Deus e que a paz possa recair sobre a terra em todos os seus mais remotos cantos (Lucas 2:14).

Por: Danilo Reis
(Teólogo e Filósofo)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Um Natal de Refúgio para refugiados

Diz o salmista “SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. ” [1], e assim iniciamos esse texto nesse período de natividade. A palavra refúgio não aparece à toa, pois cabe a essa celebração cristã, reviver, relembrar e revigorar na alma de cada um, que antes de tudo, de geração em geração, o Senhor tem sido refúgio.

            Por mais que distante esteja o homem de si, do outro e especialmente, aparentemente da manjedoura, mais uma vez chegamos a lembrança perene de que “EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. ” [2], o Deus-menino nasceu, e nasceu numa região tão conhecida de todos nós, tão falada por questões sanguinárias e violentas, conflitos e mais conflitos que permeiam a Oriente Médio. Mais uma vez, nossas atenções estão voltadas para lá com o medo permanente de guerra, porém, a pausa para pensar no Príncipe da Paz[3] reascende nesses dias natalinos. No período de seu nascimento, eis que o povo israelita era subjugado pelos romanos, sem liberdade, sujeitos as leias romanas, privados de muito do que é desejado por diversos povos, o desejo de serem donos de seus destinos. Poderíamos pensar como hoje, quantos povos daquela região estão em situação semelhante, quantos se encontram refugiados, expatriados, forçados a deixar suas casas por medo da violência que os acomete. Conforme os textos sagrados, foram um tanto dessas experiências que sentiram José e Maria, por sinal, os mesmos precisaram pouco tempo depois do nascimento de Jesus, deixar sua terra e refugiar-se no Egito, pois perseguidos seriam por conta da criança em terras da Judeia.

            Um cenário breve foi traçado para que voltemos ao mistério descrito desde o início, o Senhor tem sido nosso refúgio! Refúgio é buscar abrigo, é buscar também uma fuga, buscar fugir, buscar asilo e segurança. Todas essas significâncias expostas transcende a mínima causa de cada indivíduo, pois o Senhor tem sido nosso refúgio! Na manjedoura habitou em refúgio humano, o Refúgio de todo homem e mulher; no Cristo habitado em carne figura o Deus-menino. Deus fez-se carne e habitou entre nós[4], habitou em nossos braços, braços de sua criação, porém o refúgio é na verdade a busca, não que o homem pudesse lhe trazer refúgio, mas que ele veio em busca do homem, o Refúgio veio ao homem quando este não mais podia ir para Ele. Transcendeu o tempo e o espaço e veio buscar-nos para colocar-nos em seu refúgio. Ele veio em um tempo de fuga, de escape do jugo romano, veio e pequeno foi refugiado pela terra, compartilhando das dores de um fugitivo, errante e violentado em sua própria terra. Esse parecer nos atesta o que tanto vemos em nosso mundo hoje, um mundo de refugiados, expatriados, fugitivos de seus lares, sem teto, sem pátria, sem ter para onde ir, assim vemos muitos povos. Sem contar que fugimos também em busca do refúgio da dignidade humana, da fraternidade humana, da própria humanidade como um todo que longe está de si mesma, cada homem em sua fuga particular, busca o refúgio peculiar para si.

Eis que vos anuncio hoje mais uma vez, a certeza que retumba a mais de dois mil anos com o advento natalino, com a vinda do Senhor, aquele que experimentou o que é ser refugiado, mas que antecede o tempo e espaço e como dissemos no início através do salmista, o Senhor tem sido o nosso refúgio! Acheguemo-nos a manjedoura mais uma vez, contemplemos a nossa Salvação, contemplemos a nossa Redenção, contemplemos o fim de nossas fugas internas e nosso Refúgio aos males externos. Assim tem sido, nosso Senhor de geração em geração, chama a todos os homens, de todos os cantos para refugiar-se nEle, na graça trazida realçada pela manjedoura que acalenta e nos traz esperança e nos conduz a mesma sorte, a sermos porta-vozes para tantos que buscam abrigo e refúgio.

Danilo Reis


[1] Salmo 90:1
[2] Mateus 1:23
[3] Isaías 9:6
[4] João 1:14

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Um pequeno poema

"Pelos dias de dores
Ainda uma centelha se vê
Através do meio da estrada
A permanência em pé no percurso do rio." (Desconhecido)

            Estes dias eu simplesmente ouvi um curto verso de um velho poema de uma terra distante, de tempos antigos em um mundo imaginário, ao menos é o que eles dizem, é o que tantos dizem. Através destes versos, com palavras que poderiam soar como um conto de fadas, um mistério escondido, ao qual não é um segredo, e onde algumas coisas profundas foram mostradas a mim.

            Eu gosto do caminho da poesia, é tão claro, delicado, escondido e em formatos raros de falar. Quando versos tocam, é semelhante ao jeito que a chuva toca a terra seca, traz um frescor, uma profunda manifestação de renovo em nossas almas.


            As palavras têm poder, tremendamente profundas para todos nós, não é acaso que nós somos tão contagiados e envolvidos pelas palavras lançadas por outros ou por nós mesmos.

Por: Danilo Reis

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Natal e nossas supostas verdades - in testimonium veritatis

Em nossos dias, como o nascimento de um menino a mais de dois mil anos atrás, em uma terra servil do império romano, filho de uma jovem judia e de um jovem carpiteiro judeu, poderia ter alguma significância? Qual é a importância desse evento para a cristandade? Qual seria a importância para a humanidade em si?

            Estamos tão cheios de verdades espalhadas pelo mundo, verdades essas construidas muitas vezes sobre alicerces contestáveis, fundamentos vacilantes, e que muitos aderem sem perceber se há alguma lógica, ou se realmente esses fundamentos podem ser posto a prova de uma observação minuciosa e imparcial. Talvez, uma das maiores dificuldades de hoje, seja a certeza, mas não qualquer certeza, estamos falando das “nossas” certezas, isto é, aquelas verdades que não abrimos mão por nada, e que nem sequer ousamos incomodá-la, ou investigá-la. E por não nos darmos a esse trabalho, as nossas vontades imperam em comum acordo com o egoísmo explicitado cada vez mais em nossa sociedade. Por isso, mais uma vez neste período natalino, se propõe observar essa história crida como verdade por milhões no mundo, e que nos põe em questionamento de nossas convicções e verdades.

            Estamos falando de um relato ocorrido há milênios atrás, mas que ainda assim nos impacta ou pode nos impactar de alguma forma. Pensemos um pouco, que sentido faz dar crédito a uma história tão longínqua, mas ao mesmo tempo tão contemporânea. São Lucas nos narra o nascimento do menino que conforme a tradição e credo de milhares, viera a ser o Salvador do mundo. Ele no segundo capítulo do evangelho, releta sobre uma jovem judia que carregava consigo um bebê e estava em tempos para parir, o que de fato sucedeu. O que há de extravagante nisso? A princípio nada, em consequência, tudo!

            Um grupo de pastores estavam no campo e foram surpreendidos por anjos sobre o nascimento do Salvador. Eles possivelmente já ouviram falar de anjos e coisas sobrenaturais, porém aquilo estava acontecendo com eles, simples pastores. As suas verdades possivelmente não passavam de: ovelhas, campo, gramas, leite, lã e coisas de camponeses. Possivelmente tinham verdades culturais e certezas construidas a partir do senso comum as quais eles, talvez, nunca se deram o trabalho de investigar ou questionar. Desta vez, um anjo aparecera para eles e poria a prova suas crenças. Assim diz o texto:

“Mas o anjo lhes disse, ‘Não tenham medo, pois, eu proclamo a vocês boas novas e grande alegria que será para todas as pessoas: hoje um Salvador, que é o Messias do Senhor, nasceu para vocês na cidade de Davi. Este será um sinal para vocês: vocês acharão um bebê envolto em confortável roupa e deitado em uma calha de alimentação.’” (Lucas 2:10 – 12)

O anjo não só anunciou o que ocorrera, como indicou qual caminho tomar para reconhecer o seu dito e comprová-lo. E assim sucedeu, os pastores se guiaram conforme havia dito o anjo e chegaram até o local onde estava o Deus menino. Suas convicções foram testadas e após investigarem, comprovadas.

            A mensagem da manjedoura nos pede para que por alguns instantes, deixemos de lado nossas “verdades”, ou nossos afazeres, nossa zona de conforto, e de convicções muitas vezes não investigadas ou contestadas. Ela pede para que ouçamos o que tem as nos dizer o anjo, e vejamos com os nossos próprios olhos o explendor do Salvador, que opta para que venhamos por nós mesmos contemplar o seu rosto humanizado. A manjedoura não é um local oculto, qualquer um pode chegar-se à ela, pode contemplar a face de Deus. Toda e qualquer pessoa, do menor ao maior, sejam pastores, ou reis; sejam faxineiros ou empresários bem sucedidos, tudo o que precisamos é nos dispor a irmos vê-la, investigá-la, provar por nós mesmos o que se tem dito ao longo desses séculos através da cristandade, com o coração aberto a rever nossas “verdades”. O convite a visitá-la acontece repetidamente, diariamente, e o Natal nos lembra com mais força desse convite feito pelo anjo que anunciou aos pastores de Belém, o nascimento do Salvador, que não teme em se mostrar em simplicidade. A manjedoura nos lembra que nossos extremismos, cheio de supostas verdades egoístas, sejam elas políticas, religiosas, dogmáticas, ideológicas, só nos excluem do que é dado universalmente ao homem, isto é, o Deus menino, o Salvador.


           Que Deus em sua infinita misericórdia possa nos guiar diariamente para longe de nossas prepotentes ideias e nos aproxime com humildade e sede de verdade para a manjedoura, onde Ele, o próprio Deus, tornou-se homem para que todos, através do menino Jesus, possam vê-lo e prová-lo.

Por: Danilo Reis

domingo, 2 de novembro de 2014

Ways of mine

My ways, ways of mine
So deluded, so messed
Filled with luxury and distress

My ways, I want no more
May your ways become in me very sure
Change my mistakes into righteous cause

My ways, ways of mine
Completely lifted beyond I can't hide no more
Surprisingly captivated, let me go furthermore!

Danilo Reis

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Há quatro tipos de pessoas que chegam em nossas vidas: as que chegam para ficar; as que estão só de passagem; as que convidamos para entrar, e as que convidamos para sair. ~ Danilo Reis


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Spes Hominum – Esperança da Humanidade

Nestes dias tão corriqueiros para muitos, tão repetitivo para outros, tão formal e cheio de cerimonias para tantos, ainda se faz possível apresentar algo novo nestes dias de Natal.
            Como pode isto ter acontecido? Como pode ser tão grande amor? Como podemos ainda perceber depois de mais de dois mil anos, tamanha manifestação que ultrapassa os séculos? Por que ainda hoje esta mensagem é aquela que abrilhanta a vida daqueles que se deixam vislumbrar o Deus-menino na manjedoura? Essas perguntas podem nos apresentar diversas possibilidades de respostas, mas todas elas não podem deixar de passar pela manjedoura, pois é a partir dela que passamos a questionar a possibilidade de aprendermos sobre a Graça!

            No santo evangelho de Lucas (Lucam 2: 25 – 32) diz:  
     
25 Et ecce homo erat in Ierusalem, cui nomen Simeon, et homo iste iustus et timoratus, exspectans consolationem Israel, et Spiritus Sanctus erat super eum; 26 et responsum acceperat ab Spiritu Sancto non visurum se mortem nisi prius videret Christum Domini. 27 Et venit in Spiritu in templum. Et cum inducerent puerum Iesum parentes eius, ut facerent secundum consuetudinem legis pro eo,  28 et ipse accepit eum in ulnas suas et benedixit Deum et dixit: 29 “Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace, 30 quia viderunt oculi mei salutare tuum, 31 quod parasti ante faciem omnium populorum, 32 lumen ad revelationem gentium et gloriam plebis tuae Israel ”.

O texto sagrado nos apresenta o homem justo, Simeão, que pôde em seus últimos dias de vida ter um encontro com o Deus-menino. Movido pela esperança, esperança essa oriunda daquele que é Eterno, e que eternamente anunciou que Simeão não morreria antes de ver a Esperança (Spe) encarnada. Este homem justo, não justo devido à uma apreciação da justiça humana, ou devoto pelo fardo que tornara execrável a ritualística religiosa, este homem é cotado como justo e devoto, pois nele podemos encontrar a simplicidade requisitada aqueles que creem. Simeão é uma símbolo de como a todo homem de boa fé se faz possível enxergar o Cristo repousado na manjedoura, a salvação, a luz para revelação gentílica e a glória para o povo de Israel.

            Somos impelidos a ouvir mais uma vez da Terra Santa para cristãos, judeus e mulçumanos, onde a cada ano somos levados a refletir sobre o acontecimento de Belém. A esperança do mundo fez-se homem na figura de um menino, na figura de uma criatura, e como ficamos admirados com tamanha ousadia e bondade de Deus, apresentar-se assim, fragilmente e dependente. Então não seria essa a proposta da esperança que se renova no Natal, a de apresentar-se mais de perto a humanidade na fragilidade de uma criança, na dependência de um bebê, mas que ao mesmo tempo, se renova a todos aqueles que podem contemplá-la, a própria ideia de esperança? Percebamos algo mais intimamente. Simeão notou essa proposta, ele idoso, nos dias últimos de sua vida, sem mais expectativas, fora renovado pela esperança de contemplar a face de Deus! Sua expectativa, ou seja, estar a espera de, cumpriu-se e vimos o anúncio pronunciado em suas palavras:

“Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace, 30 quia viderunt oculi mei salutare tuum, 31 quod parasti ante faciem omnium populorum, 32 lumen ad revelationem gentium et gloriam plebis tuae Israel.”

As palavras de Simeão anuniaram ainda coisas em que devemos nos atentar, atentar para a salvação que a todos é propiciada, que a todos é agraciada e presenteada, a Salvação que chegou na cidade de Davi. Nos diz também, que a salvação não era exclusiva de um povo, rompendo assim, toda e qualquer arrogância que pudesse existir, e como ainda nos toca essa necessidade de compreensão, onde vemos países ostentarem o baluarte de exclusividade que alimenta a prepotência, o preconceito, o ódio, a xenofobia, a guerra, entre outros. A luz salvívica atinge agora a todos os povos, a todas as nações, a cada sujeito independente de sua origem étnica, ou condição social, a luz veio ao mundo e habitou entre nós.

A esperança que movera este simples homem deve ser o símbolo exemplar de como podemos esperar com grande alegria para vermos a face de Deus, de como somos guiados ao Deus-menino se atentos estivermos a justiça e temor de Deus. A esperança que estrapola a mundanidade e se aconchega aos corações sinceros e de boa fé, a esses corações podemos antecipar a chegada da salvação, que desfaz do tempo, abrilhanta nossa alma e nos dá motivos para acreditar que a chegada do Emanuel (Deus conosco), trouxe o homem novamente ao contato com a eternidade, por isso a esperança que se espera da manjedoura não é uma esperança perecível, mas que nos possibilita, mesmo em um mundo repleto de dores, manifestadas na alma do homem e também em sua carne, das formas mais crueis que podem existir, uma esperança perene trazida dos céus, que nos permite seguir com júbilo e alegria.

Danilo Reis 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Brevíssimo comentário sobre: O primado da verdade na vida por Joseph Ratzinger

“O primado da verdade na vida.

Ao longo do meu caminho espiritual, senti muito intensamente o problema de saber se, no fundo, não é presunção dizer que podemos conhecer a verdade, em virtude de todas as nossas limitações. Também me interroguei até que ponto não seria talvez melhor pôr essa categoria em segundo plano. Ao aprofundar essa questão, pude observar, e também compreender, que a renúncia à verdade não resolve nada: pelo contrário, conduz à ditadura da arbitrariedade. Tudo o que resta só pode então ser decidido por nós e é substituível. O homem perde a dignidade quando não é capaz de conhecer a verdade, quando tudo não passa de produto de uma decisão individual ou coletiva.
Assim, vi como é importante que não se perca o conceito de verdade, mas permaneça como categoria central, não obstante as ameaças e os riscos que sem dúvida envolve. Como exigência que nos é feita, não nos dá direitos, mas, pelo contrário, requer a nossa humildade e a nossa obediência, como também nos pode pôr no caminho daquilo que é comum a todos os homens. A partir de um longo confronto com a situação espiritual em que nos encontramos, este primado da verdade foi lentamente tornando-se visível para mim; como disse, não pode ser simplesmente entendido de forma abstracta, mas precisa estar envolvido em sabedoria.” (RATZINGER, Joseph – O primado da verdade na vida – O Sal da Terra.)

Romanos 1.25 “Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira...”

O conceito de verdade é extremamente necessário de ser tratado diante dos paradigmas que nossa sociedade vive. Talvez mais do que nunca, a discussão sobre a Verdade seja a mais densa e profunda necessidade de nossos dias. Você já parou para pensar sobre o que seria de você caso não existissem “verdades” que lhe direcionem?

Houve um filósofo escocês, David Hume, que trouxe às querelas filosóficas a questão da verdade, mas não que quisésse falar sobre a verdade em si, porém, quis questionar a veracidade das percepções. Basicamente ele dizia que tudo que o hábito era o meio em que sustentávamos os nossos dias, como uma espécie de fé, por exemplo, acreditar na certeza do nascer do sol, etc. Basicamente o quero dizer é, caso essas “certezas” fossem postas a prova, o que restaria?

Lucas 1.4 “para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído.”

A secularização nos ensina que a verdade é relativa e que não devemos tentar falar sobre verdades absolutas. Que engano! Como cristãos, temos a necessidade, o dever de embaixadores do reino dos céus de proclamar a verdade anunciada desde antiguidade, a verdade que era cantada pelos judeus como convocação para adoração “Shamah Ysrael Adonai Eloheinu, Adonai ehad” (Ouve ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é único). Perceba! Não é possível acreditar em duas verdades sobre o mesmo assunto, é ilógico, ou seja, crer nas verdades das sagradas escrituras ou crer nas verdades do relativismo secular.

Busquemos pois Filipenses 4.8 “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”

“Verdade e bondade

É preciso interpretar todo o contexto. Nessa frase, a bondade é entendida no sentido de uma falsa bondade, do tipo "não pretendo aborrecer-me". É uma atitude muito comum, que se verifica também, e sobretudo, no campo da política: não se quer ser impopular. Em vez de ter aborrecimentos e de os criar, prefere-se contemporizar, mesmo com o que é errado, com o que não é puro, nem verdadeiro, nem bom. Está-se disposto a comprar bem-estar, sucesso, reconhecimento público e aceitação por parte da opinião dominante, à custa da renúncia à verdade. Não quis atacar a bondade em geral. A verdade só pode ter sucesso e vencer com a bondade. Referia-me a uma caricatura da bondade que é bastante comum: que se negligencie a consciência com o pretexto da bondade, que se coloque acima da verdade a aceitação e a preocupação de evitar problemas, o comodismo, o ser bem-visto.” (RATZINGER, Joseph – O primado da verdade na vida – O Sal da Terra.)

A consciência da verdade é uma necessidade urgente e constante. No filme “kingdom of heaven” o pai diz ao filho:

“Não tenha medo ao encarar seus inimigos
Seja valente e certo para que Deus te queira
Diga sempre a verdade nem que lhe custe a vida
Proteja o indefeso e não faça nenhum mal
Esse é o teu juramento
E isso é para que não se esqueça”.

Estes conselhos e disposições são tão fortes e desafiadores que de alguma forma parece demasiada romântica para os nossos dias. Mas os dias são maus, como nunca antes os dias são maus, pois se procuras a verdade, lhe apresentam diversas, na verdade lhe propõem não creditar verdade a alguma coisa específica!

Ser cristão é ser verdadeiro, justo e buscar o que é do alto. Pretendendo encerrar com as palavras do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard:

"é uma espécie de loucura divina por amor ser incapaz de ver o mal que ocorre sob seus olhos. Em verdade, nesses dias tão sagazes, que entendem tanto da maldade, seria urgente fazer alguma coisa para aprender a honrar esse tipo de loucura; pois infelizmente hoje em dia se faz o suficiente para fazer passar por louco um tal amoroso que, entendendo tanto do bem, nada quer saber do mal." ~ Kierkegaard (As obras do amor)

Por: Danilo Reis

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Beyond of distant shore


Beyond of the distant shore
There's a place where rest endures.
A mystical calling
From ancient times

Across the distant field
May rest be for every man kind
Those whom were left
Those who are in grieve

This land where there's peace
Belongs to everyone who believes
An open door, come, you are invited to get in.

One voice, can you hear?
Spoken words of life
Turning away our fears
Beyond of the distant shore.

By: Danilo Reis

domingo, 23 de dezembro de 2012

NATAL, UM TEMPO DE CONTEMPLAR A FACE DE DEUS


Estive meditando bastante para falar sobre o mistério do Natal, faltam alguns dias para a maior celebração Cristã em todo mundo, pois o Menino-Deus veio habitar entre a humanidade, entre a sua criação, por um propósito de redenção e restauração do “Imago Dei” dos homens.

O Céu é entreaberto, e ao estar exposto, vemos a face de Deus. Mas apresenta-se um mistério grandiosíssimo, o de ver a face de Deus. Como assim vemos a face de Deus, se está escrito que: “nunca ninguém contemplou a face do Senhor” (João 1:18, 6:46)? A partir do mistério natalino, essa dispare relação homem e Deus é refeita, e reformulada. Agora não mais como no Éden, pois lá o homem ouvia do Senhor e caminhava com Deus, porém nada é dito sobre “ver sua face”. Moisés, Isaías, João e outros personagens da história cristã, falam de seu assombro ao estarem perante a presença do Senhor, perante o Deus criador do céu e da terra, mesmo sem contemplar a sua face. Entretanto, a partir do mistério natalino a face de Deus nos é revelada, pois, “tornou-se homem e habitou entre nós” (João 1:14). Deus tornou-se homem, isto é, a criança nascida em Belém nos é o próprio Emanuel (Deus conosco), e a partir desta “criança” temos enfim o céu revelado, retirado então o véu que cobria a face de Deus, podemos contemplá-la na figura de Jesus Cristo, Deus feito homem.

            Não estamos falando de uma proposta repetida, não se fala no natal de algo comum e corriqueiro, porque tirando o nascimento de uma criança, e isso nós temos a todo instante, o que há, é justamente o nascimento daquele que tudo fez, aquele que doa a vida, agora deixa-se ser doado aos homens. A face de Deus nos é mostrada, e na figura do bebê que chegou, todas as pessoas do mundo são reatadas no caminho de Belém, no caminho que leva a face de Deus. E o que se vê diante dessa face infante? Os anjos anunciaram “Deus”, os pastores “o Salvador”, os magos “o Deus-Rei”, e a cada um de nós, aparentemente é nos dada a chance de contemplar em uma subjetividade, aquilo que lhe parece a face de Deus. Mas é evidente que isto é possível, pois este bebê veio para cada homem e mulher em particular, porque o seu nascimento anuncia a salvação e redenção partilhada a todos que se achegam a manjedoura. Nada é requisitado para achegar-se à manjedoura e vislumbrar a face de Deus, era o seu desejo, por isso tornou-se homem, e ainda é o seu desejo, que cada homem e mulher, independente de onde esteja, e de quem seja, achegue-se à manjedoura para contemplar a sua face.

            Vivemos em um tempo onde muitos dizem saber como é a face de Deus, muitos propõem conhecer a face de Deus e apontam caminhos diversos para esta tal suposta face. Podemos pensar que, do muito que se é dito sobre esta face, aquele caminho que mais parece seguro de ser seguido é, o caminho para Belém. Ali fora anunciado que um menino nos nasceria, e que as atribuições deste menino seriam a do próprio Deus, sendo ele “Maravilho Conselheiro, Deus forte, Príncipe da Paz, Pai da Eternidade” (Isaías 9:6). O caminho para Belém nos leva de encontro com a face de Deus, sem indiferença, sem resitência, sem restrições ou determinações de como se achegar a ela; não se pede presente, não se pede boas roupas, não é requisitado ser rico ou pobre, negro ou branco, apenas uma convocação que os anjos alegremente entoaram “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2:14), um anuncio que entoa, toca e acolhe a todos que de alguma forma se permitem ouvir esse chamado, o chamado para contemplar o bebê de Belém, e vendo-o, vermos assim, a face de Deus.

                                                                                                Por: Danilo Reis

CHRISTMAS, A TIME OF CONTEMPLATE THE FACE OF GOD

I've been meditating too much to talk about the mystery of Christmas. and missing a few days to the biggest Christian celebration around the world, as the Boy-God came to dwell among humanity, between His creation, for a purpose of redemption and restoration of the "Imago Dei" in men.

            Heaven is opened, and to be exposed, we see the face of God. But it presents a tremendous mystery, to see the face of God. As well we see the face of God, if it is written that: "no one ever contemplated the face of the Lord" (John 1:18, 6:46)? From the mystery of Christmas, the relationship between man and God shoot is redone and recast. Now no longer as in Eden, for there, the Lord heard the man and walked with him, but nothing is said about "seeing His face." Moses, Isaiah, John and other characters of Christian history, talk about their amazement at being before the Lord's presence, before the God who made heaven and earth, without even contemplate his face. However, from the Christmas mystery, the face of God is revealed, because, "became flesh and dwelt among us" (John 1:14). God became man, that is, the child born in Bethlehem itself is Immanuel (God with us), and from this "child" we have finally the heaven is revealed, then removed the veil that covered the face of God, we can contemplate it in the figure of Jesus Christ, God turned into man.

            We're not talking about a repeated proposal, no one speaks of something common at Christmas, because taking the birth of a child, and that happen all the time, what, exactly is the birth of the one who made ​​everything, who gives life, now He himself, let it now be donated to men. The face of God is shown to us, and the figure of the baby arrived, all people of the world are resumed in the way to Bethlehem, the road that leads to the face of God. And what you see on the face of this infant? The angels announced "God," pastors "the Savior," magicians "God-King", and each of us is apparently given the chance to contemplate in subjectivity, what seems the face of God. But it is clear that this is possible, since this baby came to every man and woman in particular, because its birth proclaims salvation and redemption shared to all who come to the manger. Nothing is asked to draw closer to the manger and glimpse the face of God, was his desire, so why He became man, and yet His desire is, that every man and woman, regardless of where you are, and who is, draw nearer to the manger to behold his face.

            We live in a time where many claim to know how God's face is, many propose to know the face of God, and many paths to this point that supposed face. We think that much of what is said about this face, that path, which seems a safest path to be followed, is the way to Bethlehem. There was announced that a boy born in, and that this child would be the duties of God himself, it being "Wonderful Counselor, Mighty God, Prince of Peace, Everlasting Father" (Isaiah 9:6). The road to Bethlehem leads us to encounter the face of God, without indifference, without resistance, without restrictions or regulations on how to draw close to her, not asked this, not asking good clothes, is not required to be rich or poor, black or white, just a call which the angels joyously sang "Glory to God in the highest, and on earth peace, good will toward men" (Luke 2:14), an announcement that sings, touch and welcomes everyone who somehow allowed to hear this call, the call to contemplate the baby of Bethlehem, and saw him, so seeing the face of God.

                                                                                                                By: Danilo Reis

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Eu julgo, tu julgas, nós julgamos.

A caminhada de qualquer indivíduo é um caminho de aprendizado, ou pelo menos deveria ser um caminho de aprendizado, se tal pessoa se propõe ao menos pensar o caminho que se caminha.

Uma das coisas mais concretas que ocorrerá na jornada é: as pessoas  irão julgar-te, independente se for para o bem ou para o mal, você estará sob o crivo dos olhares de outrem, isso é um fato da concretude da vida humana, ser objeto de observação de seu semelhante. O que nos cabe pensar em alguns palpites meus é: Caráter. Esta palavra, está única palavra, está repleta de significados, e tais significados são significantes porque significam de diferentes formas as vidas das pessoas.

A condição para ser julgado é simplesmente ser notado, isto é, aparecer para o outro. O caráter então dirá como será sua possível reação diante de um julgamento. Ou se assombra, ou se perturba, ou se enraivece, ou se recolhe, ou se sente medo, ou mesmo se vangloria. Nessas condições, me sinto capaz de pronunciar uma singela opinião: Se o meu caráter será sempre julgado, e tenho eu consciência límpida de quem eu sou, do que sou capaz e de como tenho agido, não devo estar “preocupado” com o julgar alheio. O critério de “bom” não pode também ser estipulado por aqueles que lhe julgam, ou seja, seus semelhantes. Eu penso que seja necessário um critério maior, soberano e perpétuo que nos conduza, uma “lei” antiga, mais antiga do que as próprias leis que regem a natureza.

Um bom critério sobre o julgamento é: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo 7:24). Já finalizando, quero chegar a um exemplo de como agir numa situação de julgamento, para mim, a mais singela e sábia postura ao ser copiada. Cristo quando fora acusado e preso por demasiadas coisas, ele simplesmente se calou perante os néscios, não se comparando aos mesmos em suas tolices; se pronunciou simploriamente com a curiosidade dos mais sensatos; e aos humildes explanou palavras mais profundas que os fundamentos da Terra.

Penso que desejo ter tamanha sabedoria e discernimento, quando for eu a ser julgado.

I do judge, you judge, we judge.


The path of any individual is a learning path, or at least should be a learning path, if such person intends at least to think the way you walk.

One of the more concrete things that happen on the journey is, people will judge you, regardless if it's for good or for evil, you will be under the scrutiny of the eyes of others, this is a fact of the concreteness of human life, be object of observation of their peers.What we think it's my guesses: Character. This word is one word, is full of meanings and these meanings are significant because they mean different forms of people's lives.

The condition is judged to be easily noticed, that is, appear to the other. The character will then tell you how its possible reaction to a trial. Or is haunted, or is disturbed, or enraged, or withdraws, or feel afraid, or even boasts. Under these conditions, I feel able to pronounce a simple opinion: If my character will always be judged, and I have clear awareness of who I am, what I can do and how I acted, I should not be "concerned" about judging others . The criterion of "good" can not also be provided by those who believe, or the like. I think they need a major criterion, and perpetual sovereign to lead us, a "law" old, older than the very laws that govern nature.

A good criterion is on the trial, "Judge not according to appearance, but judge righteous judgment" (Jn 7:24). Since finishing, I get an example of how to act in a situation of trial, to me, the most simple and wise approach to be judged. Christ when he was accused and arrested for too much, he just shut up before the fools, not compared to them in their folly, naively pronounced with the curiosity of the most sensible, and expounded the humble words deeper than the foundations of the earth.

I think that desire to have such wisdom and insight, when I tried to be.

Theist and Atheist in a chess game


Being an atheist became a legacy of religious flag also. Realizing delineations of beliefsthat they tend to disagree, atheism is a form of faith. After all believe in the man,believing in its potential, believe in your strength.

The argument is simple, let's look at a chess game played by a theist and atheist: All the game with two play the same parts, each of which mounts its strategy and trust with reason, that reason one puts the possibility of an insight of the heavens and another putscredited their reason in itself, which also depend on an insight from the same place,right.

During the game, everyone can make mistakes and adjust their choices and also besurprised, are surprised and will be credited to an error (sin) or an error (mistake), orGod (miracle), or randomly (or remote possibility also known as a miracle) ... If we get tocheckmate if the theist has expired, your God will be honored by the kindness, hopelessenteder will to his will, to the contrary, if the atheist win, will be convinced of his abilities,if you lose, its failure may also be a reason for learning.

Reach a critical point, theists and atheists play the game of chess, and the end all the pieces are put in the same box, now remains a mystery that no man living can be certified by the mere certainty everyday, the possibility of being right and another iswrong and decide what matters most, because no one will be stuck to the game forever,but they all tend to return the box where the pieces are stored.