Bem-Vindo - Welcome - Bienvenido - Bienvenue - Benvenuti - Willkommen

Pretendo caro leitor compartilhar aqui alguns passatempos e reflexões que se apoderam nessa peregrinação de nossa temporalidade. Seja sobre Deus; seja sobre o homem; seja sobre a poesia e as artes; ou mesmo sobre meras bobagens. Desejando que não sejam meras palavras (flatus vocis), mas que tais palavras de certa forma adentrem além da superfície dos seus olhos e quem sabe chegar a sua alma.

A vós poetas e artistas, pensadores e leigos, sintam-se a vontade esse espaço é vosso também.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Teístas e ateus em um jogo de xadrez


Ser ateu se tornou legado de uma bandeira também religiosa. Percebendo delineações de convicções que os mesmos tendem a discordar, o ateísmo é uma forma de fé. Afinal crer no homem, crer em suas potencialidades, crer em sua força.

O argumento é simples, vejamos um jogo de xadrez jogado por um teísta e ateu: Todos dois jogam o jogo com as mesmas peças, cada qual monta sua estratégia e confiam usando a razão, um põe essa razão na possibilidade de um insight dos céus e outro põe sua razão creditada em si mesmo, o que também dependerá de um insight proveniente do mesmo lugar, a razão.

Durante o jogo, cada qual pode errar e acertar nas escolhas e também serem surpreendidos, está surpresa será creditada ou a um erro (pecado) ou a um erro (engano); ou a Deus (milagre), ou ao acaso (possibilidades remotas ou também conhecido como milagre)... Se chegarmos ao cheque-mate, caso o teísta tenha vencido, o seu deus será honrado pela bondade, caso perdido enteder-se-á à vontade dele, se o contrário, se o ateu vencer, estará convicto de suas habilidades, caso perca, seu fracasso poderá também ser motivo de aprendizado.

Cheguemos a um ponto crítico, teístas e ateus jogam o jogo de xadrez, e ao final todas as peças são postas na mesma caixa, agora permanece o mistério que a nenhum homem vivo pode ser certificado pela mera certeza cotidiana, a possibilidade de um estar certo e outro errado é o que decidirá e o que mais importará, porque ninguém ficará preso ao jogo para sempre, mas todos tendem a voltar a caixa onde as peças são guardadas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sempre uma Boa Nova - Natal


Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.  (Mateus 1:23)

O ocidente que perdura recebe a nomenclatura de ‘cristão’, e não é possível negar, ainda que qualquer indivíduo tenha concepções distintas de boa parte das práticas e costumes cristão, ele está cercado pela própria remanescência da cristandade. Se você mesmo sendo ocidental compreende que não precisa de perdão, arrependimento, misericórdia e justiça, esse texto não é para você. Contudo, se diz isto, pois estamos no mês de celebração do Natal, e tal data é a própria celebração do Emanuel que chegou, como no texto descrito da sacra escritura, a própria esperança que se fez habitar entre os homens sem distinção de qual homem precisaria de sua chegada.

Qual é a mensagem sempre nova e entusiasmante que se repete ano após ano, e que sempre traz a humanidade votos de celebração e partilha; votos de amor e misericórdia; votos de humildade e de felicidade? É a mensagem que só os pequeninos dessa terra poderiam ouvir, é a mensagem a qual aqueles que se sentem doentes e carentes podem escutar, pois a soberba e auto-suficiência não condizem com a chegada de Emanuel, Cristo o Senhor. Porém, se ao menos você se dispõe e entende que há algo de bom nesta mensagem, é bem provável que a Luz que irradiou a terra a dois mil e onze anos atrás, também se faça visível a você.

Deus conosco! No verso não está descrito – Deus esteve conosco, ou estará conosco. Mas o sempre presente, Deus conosco aqui, hoje, ontem e sempre. A novidade que é mostrada e apontada a cada homem de boa fé, é a mensagem de que Deus conosco para salvar, sarar, compreender, sofrer conosco, estar conosco. Aos pequenos desta terra primeiro fora anunciada a chegada do Salvador, os pastores receberam as boas novas de que o Cristo chegara. Mas Deus não é excludente, não são aos pobres materiais somente que a ele importa mostrar a Luz, mas aos necessitados espiritualmente, aqueles que tem sede de justiça e desejam salvação, este foi o caso dos magos de terras distantes que foram visitar o Salvador e levar-lhe presentes. Que ironia por sinal, não foram os homens a presentear o Rei dos reis, mas o próprio Deus feito homem deu-se ao homem, presenteando a todos com a possibilidade da vida, vida eterna e abundante.

Vinde todo homem e mulher, que o Cristo se fez habitar, o Emanuel que é Deus conosco se mostra a todos, todos os dias, pois a celebração natalina é diária e perpétua...  


Always a Good News - Christmas


"The virgin will conceive and give birth to a son, and they will call him Immanuel" (which means "God with us"). Mateus 1:23

The West gets the enduring of 'Christian', and you cannot deny it, even if any individual has different conceptions of much of Christian practices and customs, he is surrounded by the very relic of Christendom. If you even though as western, understand that does not need forgiveness, repentance, mercy and justice, this text is not for you. However you say it, because we are in the month of celebration of Christmas, and such date is the actual celebration of Immanuel has come, as described in the text of sacred scripture, the very hope that is made to dwell among men, without distinction of which man would need of His arrival.

What is the message fresh and exciting that is repeated year after year and always brings humanity hope of celebration and sharing; vows of love and mercy, humility, hope and happiness? It is the message that only the least of these could hear, is the message which those who are sick and needy can listen, for the pride and self-sufficiency are not consistent with the arrival of Immanuel, Christ the Lord. However, if only you are willing and understands that there is something good in this message, it is likely that the Light that radiated the land two thousand and eleven years ago, also make visible to you.

God with us! On the back is not described - God was with us, or will be with us. But the ever-present God with us here today, yesterday and forever. The novelty that is shown and pointed to every man of good faith, is the message of God to save us, to heal us,  to understand us, to suffer with us, to be with us. At first to the least of these, of this land, had been announced the arrival of the Savior, the pastors were the good news that Christ had come. But God is not exclusive, the poor are not only materials that it is important to show the light, but spiritually needy, those who thirst for justice and desire salvation, this was the case of the Magi of distant lands that were to visit the Savior and bring him gifts. How ironic by the way, were not men to present the King of kings, but God himself made man, gave to the men, presenting everyone with the possibility of eternal and abundant life.

See every man and woman, who became the Christ dwelling, which is Immanuel, God with us, to show everybody all day, for the Christmas celebration is daily and perpetual…

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"...poeticamente o homem habita" ~ Hölderlin

“... poeticamente o homem habita” ~ Hölderlin (citação do filósofo Martin Heidegger)

A questão concretizada na expressão do poeta é de certo rica e muito significativa. Rica pela possibilidade de pensar poesia – homem e o homem – habitar – poeticamente. Temos um contraste em nossos dias, não um contraste exatamente, talvez uma nuance, ou véu que desceu sobre o pensamento do homem contemporâneo. Este véu é constatação da objetivação de cada um de nós, isto é, tornamo-nos coisa, deixamos de ser quem somos, estamos envoltos na sacralidade de nossas meras rotinas.

Ao dizer poesia, o poeta alerta-nos de algo muito profundo, um presente dos deuses, um enunciado particular e peculiar que alicerça o homem, situa-o, o diz pertencente a algum lugar, este lugar é ela mesma a poesia. O que se compreende poesia, na certeza dos devaneios do homem do século presente, faz-se notório que poesia é algo para artistas, ou mesmo algo perdido em algum lugar. Estamos errados quanto a isso, afinal quem está perdido é o homem, tentando se agarrar em algum lugar que lhe devolva algo que se perdeu, o si mesmo.

O poeta convoca, nos convoca ao evocar habitar. O mundo é mais do que pedras, portas, parafusos; o mundo é mais do que trabalho, labuta e concreto. O mundo é habitado, a poesia está aí no mundo, a poesia é a habitação do mundo e do homem. Mas o poeta fala de sua poesia, “...poeticamente o homem habita”, o poeta disse de sua poesia. Quanto ao lugar dessa poesia, quem preparou essa habitação não foi o próprio poeta, mas o poeta também não deixa claro quem o fizera. Penso o seguinte, para uma poesia, um poeta... ao mundo o homem habita, na constituição da habitação está a própria poesia, logo Algo maior poetizou a poesia que faz o homem habitar.

Para finalizar quero trazer os versos de uma canção que também é poesia e diz “é Deus quem te faz entender toda poesia” ~ Rosa de Saron (Sol da meia-noite). Nessa construção entre poesia – homem – habitação. Penso que poeticamente o homem habita na poesia do poeta que criou a habitação, sendo o homem parte da poesia, logo oriundo deste mesmo poeta o homem se fez presença ao poeticamente habitar e só neste poderá habitar em verdade...

Por: Danilo Reis

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Um diálogo sobre: Malabaris e Equilíbrio

O presente diálogo se deu entre três pessoas ao qual deixarei só a sigla dos nomes: D, K e J.

O início do diálogo se deu devido ao trecho que se segue:

 "Um malabarista tenta
Ser equilibrista
Equilibra amor e solidão
Um malabarista
Pode não ser um artista
... Mas vai colorindo a multidão"

Malabarista - Luiz Murá


D - Malabaris como linguagem artística, o que isso nos diz?

J - Um malabarista no farol nao é um artista...

K - D, não entendi o que você está propondo, me explique, fiquei curiosa.

J - Hum... será que ele quer dizer que nós todos somos malabaristas? Vamos jogando nossas emoções uma por cima da outra... Será que ele quer dizer que temos que ser, ao invés disso, equilibristas? Colocando cada sentimento no seu lugar certo? Cada um em sua dose? Mas se ele usa malabarista nesse sentido, como ele pode ser um artista? Nesse caso o artista seria o equilibrista, não?

K - Confesso que você deu um nó na minha cabeça agora. Vamos ver se eu entendi. Um malabarista joga as emoções umas sobre as outras, já o equilibrista domina a arte de equilibrar os sentimentos em um lugar ideal, ele sabe como lidar com as emoções, por tanto o equilibrista é o verdadeiro artista, será que é este o sentido? Mas pensando bem, um malabarista é sincronizado, ele consegue fazer o movimento perfeito para que cada “bolinha” caia no exato instante para que o conjunto fique em equilíbrio, por tanto um malabarista não seria um equilibrista nato? Ai...que confuso...

J - Poxa! Bem pensado... Realmente um malabarista precisa ter um equilíbrio perfeito... Mas repare: tanto o malabarista deixa as bolas caírem, quanto o equilibrista cai da corda bamba. com a prática e a experiência, as bolas caem menos e a moleza da corda não atrapalha tanto... isso é ser humano?

K - Verdade, bem reparado. Precisei ouvir a música agora para pensar em algo. “E os malabaristas onde estão?” Acho que um malabarista é uma figura singular, aquela pessoa que apesar dos trancos e barrancos da vida está sempre se aperfeiçoando na arte, mas na arte de viver de verdade. Mas não tenho tanta certeza que todo mundo seja um malabarista...

D - Fantástico! Acho que consegui o que queria, provocar uma filosofia em vocês!!!

Malabaris ou equilíbrio, os dois se completam penso eu. Os dois falam de arte, produto do humano. Apesar de vocês já terem caminhado um bocado, permitam-me jogar flores no caminho seguido.

Pensamos e fazemos; tentamos e sofremos. No malarabismo, a compreensão de coisas que vem a nós e precisamos de certa forma segurar no tempo certo, não deixar cair. Segurar e Cair, mas o que exatamente? E qual é o objetivo? Tais perguntas afloram um exercício, um começo e um caminho, o malabarista, não pode parar senão cai, despenca aquilo que o torna malabarista, assim sem malabaris não há malabarista, estou certo?!

Já com o equilibrista, é um caminho desde o início é um caminho, a escolha é dele de subir na corda. A caminhada exigirá foco, atenção, o que há a frente? O desejo de atravessar a um lugar seguro. O que há abaixo? O mistério que amedronta. Tanto a frente, quanto abaixo ele teme, continua na berlinda e isso é sua opção a seguir. Lembre-se, ele opta por subir na corda, e isso o torna um equilibrista.

Nos dois casos vemos semelhanças, vemos possibilidades e como disse, caminhos. O caminho vem ao encontro (malabaris); e o outro caminho é optativo (equilibrista).

Será que conseguimos mais alguns passos com minha participação?!

PS - Vocês me fazem sorrir!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Christianoi


‘’O cristianismo é de uma seriedade tremenda (...), Ser Cristão é sê-lo no espírito, é a inquietude mais elevada do espírito (...). Entretanto, depois de dois mil anos, tudo se tornou superficialidade na cristandade atual ‘’. Soren Kierkegaard


Eu odeio a hipocrísia que se alastra e deixa um rastro fetido e deplorável
Eu odeio o cheiro de dinheiro, milagrismo e milagreiros fajutos e aglutinadores
Eu odeio o falso evangelho de Jesus tratado por grandes sobre o púlpito
Eu odeio te chamar de irmão e nunca lhe dar a mão, o pão, o colo quando necessitas
Eu odeio essas mentes atrofiadas, muitas vezes acefalas que não conhecem sua história
Eu odeio os "shows" promovidos todos os domingos, pergunto-me onde está o simples evangelho de vida, empueirado na biblioteca da Vida Abundante;
Eu odeio acusadores que não olham para si próprios, lastimas chamados cristãos
Eu odeio o julgo aprisionador,
Eu odeio ver o nome de Jesus manchado pelo mercantilismo renascente do medievo


Porém...

Amo a verdade que desfaz o embaraço e exala vida e suáve perfume
Amo o evangelho doador, curador de corpo e de alma dos que estão "doentes"
Amo o envagelho de Jesus proclamador de Direito, Justiça e Misericórida
Amo o te chamar de irmão, suportar suas dores, querer-lhe bem e junto carregar tua cruz
Amo o conhecer, porque não andarei perdido, e viverei a verdade que liberta
Amo o simples evangelho promovido nas casas, nas ruas, nas esquinas e em alguns púlpitos (raríssimos) que emanam Reino de Deus, reino dos Céus
Amo os humildes de espírito e de coração que vestem panos de saco e não se põe maior que outrem
Amo o evangelho (boas novas) libertador
Amo ver o nome de Jesus ser exaltado pela doação total de pessoas que compreendem a Vida Verdadeira Vida!

                                                                                                                                      Danilo Reis

sábado, 3 de setembro de 2011

Loucos e sãos; maioria e minoria


Os loucos são assim chamados porque não agem conforme a maioria.
A maioria nem sempre se dá conta de que os loucos são melhores, justamente por estarem em minoria.
Os indivíduos que chamam de louco, numa posteiridade são chamados de gênios.

Ser diferente é ser dife-ente... devergir: dife... ente: coisa... ficando Divergir da coisa... das coisas que são todas as coisas do mundo.
O mundo é habitado pela maioria, então ser diferente é não ser parte deste mundo das coisas do mundo, pois ser diferente é ser minoria.

Mas mesmo como minoria estamos no mundo.
Este mundo é habitação de todos, maioria e minoria.
Cabe a minoria que percebe tal realce, conviver com a maioria e não o contrário.

Penso que só pelo amor a minoria possivelmente vence o conflito de estar no mundo e de estar com a maioria.
Que possamos de certo ser diferenciais e não meramente banais neste deslocamento entre maioria e minoria, loucos e sãos.

Deus nos ajude e ensine, pois só ele que não é deste mundo poderia perfeitamente guiár-nos!