Há quatro tipos de pessoas que chegam em nossas vidas: as que chegam para ficar; as que estão só de passagem; as que convidamos para entrar, e as que convidamos para sair. ~ Danilo Reis
“O homem é uma síntese de infinito e de finito, de temporal e de eterno, de liberdade e de necessidade, em suma uma síntese." (Soren Kierkegaard)
Bem-Vindo - Welcome - Bienvenido - Bienvenue - Benvenuti - Willkommen
Pretendo caro leitor compartilhar aqui alguns passatempos e reflexões que se apoderam nessa peregrinação de nossa temporalidade. Seja sobre Deus; seja sobre o homem; seja sobre a poesia e as artes; ou mesmo sobre meras bobagens. Desejando que não sejam meras palavras (flatus vocis), mas que tais palavras de certa forma adentrem além da superfície dos seus olhos e quem sabe chegar a sua alma.
A vós poetas e artistas, pensadores e leigos, sintam-se a vontade esse espaço é vosso também.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Spes Hominum – Esperança da Humanidade
Nestes dias tão corriqueiros para muitos, tão repetitivo para outros, tão formal e cheio de cerimonias para tantos, ainda se faz possível apresentar algo novo nestes dias de Natal.
Como pode isto ter acontecido? Como pode ser tão grande amor? Como podemos ainda perceber depois de mais de dois mil anos, tamanha manifestação que ultrapassa os séculos? Por que ainda hoje esta mensagem é aquela que abrilhanta a vida daqueles que se deixam vislumbrar o Deus-menino na manjedoura? Essas perguntas podem nos apresentar diversas possibilidades de respostas, mas todas elas não podem deixar de passar pela manjedoura, pois é a partir dela que passamos a questionar a possibilidade de aprendermos sobre a Graça!
No santo evangelho de Lucas (Lucam 2: 25 – 32) diz:
25 Et ecce homo erat in Ierusalem, cui nomen Simeon, et homo iste iustus et timoratus, exspectans consolationem Israel, et Spiritus Sanctus erat super eum; 26 et responsum acceperat ab Spiritu Sancto non visurum se mortem nisi prius videret Christum Domini. 27 Et venit in Spiritu in templum. Et cum inducerent puerum Iesum parentes eius, ut facerent secundum consuetudinem legis pro eo, 28 et ipse accepit eum in ulnas suas et benedixit Deum et dixit: 29 “Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace, 30 quia viderunt oculi mei salutare tuum, 31 quod parasti ante faciem omnium populorum, 32 lumen ad revelationem gentium et gloriam plebis tuae Israel ”.
O texto sagrado nos apresenta o homem justo, Simeão, que pôde em seus últimos dias de vida ter um encontro com o Deus-menino. Movido pela esperança, esperança essa oriunda daquele que é Eterno, e que eternamente anunciou que Simeão não morreria antes de ver a Esperança (Spe) encarnada. Este homem justo, não justo devido à uma apreciação da justiça humana, ou devoto pelo fardo que tornara execrável a ritualística religiosa, este homem é cotado como justo e devoto, pois nele podemos encontrar a simplicidade requisitada aqueles que creem. Simeão é uma símbolo de como a todo homem de boa fé se faz possível enxergar o Cristo repousado na manjedoura, a salvação, a luz para revelação gentílica e a glória para o povo de Israel.
Somos impelidos a ouvir mais uma vez da Terra Santa para cristãos, judeus e mulçumanos, onde a cada ano somos levados a refletir sobre o acontecimento de Belém. A esperança do mundo fez-se homem na figura de um menino, na figura de uma criatura, e como ficamos admirados com tamanha ousadia e bondade de Deus, apresentar-se assim, fragilmente e dependente. Então não seria essa a proposta da esperança que se renova no Natal, a de apresentar-se mais de perto a humanidade na fragilidade de uma criança, na dependência de um bebê, mas que ao mesmo tempo, se renova a todos aqueles que podem contemplá-la, a própria ideia de esperança? Percebamos algo mais intimamente. Simeão notou essa proposta, ele idoso, nos dias últimos de sua vida, sem mais expectativas, fora renovado pela esperança de contemplar a face de Deus! Sua expectativa, ou seja, estar a espera de, cumpriu-se e vimos o anúncio pronunciado em suas palavras:
“Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace, 30 quia viderunt oculi mei salutare tuum, 31 quod parasti ante faciem omnium populorum, 32 lumen ad revelationem gentium et gloriam plebis tuae Israel.”
As palavras de Simeão anuniaram ainda coisas em que devemos nos atentar, atentar para a salvação que a todos é propiciada, que a todos é agraciada e presenteada, a Salvação que chegou na cidade de Davi. Nos diz também, que a salvação não era exclusiva de um povo, rompendo assim, toda e qualquer arrogância que pudesse existir, e como ainda nos toca essa necessidade de compreensão, onde vemos países ostentarem o baluarte de exclusividade que alimenta a prepotência, o preconceito, o ódio, a xenofobia, a guerra, entre outros. A luz salvívica atinge agora a todos os povos, a todas as nações, a cada sujeito independente de sua origem étnica, ou condição social, a luz veio ao mundo e habitou entre nós.
A esperança que movera este simples homem deve ser o símbolo exemplar de como podemos esperar com grande alegria para vermos a face de Deus, de como somos guiados ao Deus-menino se atentos estivermos a justiça e temor de Deus. A esperança que estrapola a mundanidade e se aconchega aos corações sinceros e de boa fé, a esses corações podemos antecipar a chegada da salvação, que desfaz do tempo, abrilhanta nossa alma e nos dá motivos para acreditar que a chegada do Emanuel (Deus conosco), trouxe o homem novamente ao contato com a eternidade, por isso a esperança que se espera da manjedoura não é uma esperança perecível, mas que nos possibilita, mesmo em um mundo repleto de dores, manifestadas na alma do homem e também em sua carne, das formas mais crueis que podem existir, uma esperança perene trazida dos céus, que nos permite seguir com júbilo e alegria.
Danilo Reis
Danilo Reis
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Brevíssimo comentário sobre: O primado da verdade na vida por Joseph Ratzinger
“O primado da verdade na vida.
Ao
longo do meu caminho espiritual, senti muito intensamente o problema de saber
se, no fundo, não é presunção dizer que podemos conhecer a verdade, em virtude
de todas as nossas limitações. Também me interroguei até que ponto não seria
talvez melhor pôr essa categoria em segundo plano. Ao aprofundar essa questão,
pude observar, e também compreender, que a renúncia à verdade não resolve nada:
pelo contrário, conduz à ditadura da arbitrariedade. Tudo o que resta só pode
então ser decidido por nós e é substituível. O homem perde a dignidade quando
não é capaz de conhecer a verdade, quando tudo não passa de produto de uma
decisão individual ou coletiva.
Assim,
vi como é importante que não se perca o conceito de verdade, mas permaneça como
categoria central, não obstante as ameaças e os riscos que sem dúvida envolve.
Como exigência que nos é feita, não nos dá direitos, mas, pelo contrário,
requer a nossa humildade e a nossa obediência, como também nos pode pôr no
caminho daquilo que é comum a todos os homens. A partir de um longo confronto
com a situação espiritual em que nos encontramos, este primado da verdade foi
lentamente tornando-se visível para mim; como disse, não pode ser simplesmente
entendido de forma abstracta, mas precisa estar envolvido em sabedoria.” (RATZINGER,
Joseph – O primado da verdade na vida – O Sal da Terra.)
Romanos 1.25 “Pois eles mudaram a
verdade de Deus em mentira...”
O conceito de verdade é extremamente
necessário de ser tratado diante dos paradigmas que nossa sociedade vive.
Talvez mais do que nunca, a discussão sobre a Verdade seja a mais densa e profunda
necessidade de nossos dias. Você já parou para pensar sobre o que seria de você
caso não existissem “verdades” que lhe direcionem?
Houve um filósofo escocês, David Hume, que
trouxe às querelas filosóficas a questão da verdade, mas não que quisésse falar
sobre a verdade em si, porém, quis questionar a veracidade das percepções.
Basicamente ele dizia que tudo que o hábito era o meio em que sustentávamos os
nossos dias, como uma espécie de fé, por exemplo, acreditar na certeza do
nascer do sol, etc. Basicamente o quero dizer é, caso essas “certezas” fossem
postas a prova, o que restaria?
Lucas 1.4 “para que tenhas plena certeza
das verdades em que foste instruído.”
A secularização nos ensina que a verdade é
relativa e que não devemos tentar falar sobre verdades absolutas. Que engano!
Como cristãos, temos a necessidade, o dever de embaixadores do reino dos céus
de proclamar a verdade anunciada desde antiguidade, a verdade que era cantada
pelos judeus como convocação para adoração “Shamah Ysrael Adonai Eloheinu, Adonai
ehad” (Ouve ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é único). Perceba! Não é
possível acreditar em duas verdades sobre o mesmo assunto, é ilógico, ou seja,
crer nas verdades das sagradas escrituras ou crer nas verdades do relativismo secular.
Busquemos pois Filipenses 4.8 “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o
que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável,
tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja
isso o que ocupe o vosso pensamento.”
“Verdade e bondade
É
preciso interpretar todo o contexto. Nessa frase, a bondade é entendida no
sentido de uma falsa bondade, do tipo "não pretendo aborrecer-me". É
uma atitude muito comum, que se verifica também, e sobretudo, no campo da
política: não se quer ser impopular. Em vez de ter aborrecimentos e de os
criar, prefere-se contemporizar, mesmo com o que é errado, com o que não é
puro, nem verdadeiro, nem bom. Está-se disposto a comprar bem-estar, sucesso,
reconhecimento público e aceitação por parte da opinião dominante, à custa da
renúncia à verdade. Não quis atacar a bondade em geral. A verdade só pode ter
sucesso e vencer com a bondade. Referia-me a uma caricatura da bondade que é bastante
comum: que se negligencie a consciência com o pretexto da bondade, que se coloque
acima da verdade a aceitação e a preocupação de evitar problemas, o comodismo,
o ser bem-visto.” (RATZINGER, Joseph – O primado da verdade na vida – O Sal da
Terra.)
A consciência da verdade é uma necessidade urgente e constante. No filme
“kingdom of heaven” o pai diz ao filho:
“Não tenha medo
ao encarar seus inimigos
Seja valente e certo para que Deus te queira
Diga sempre a verdade nem que lhe custe a vida
Proteja o indefeso e não faça nenhum mal
Esse é o teu juramento
E isso é para que não se esqueça”.
Seja valente e certo para que Deus te queira
Diga sempre a verdade nem que lhe custe a vida
Proteja o indefeso e não faça nenhum mal
Esse é o teu juramento
E isso é para que não se esqueça”.
Estes conselhos e disposições são tão fortes e desafiadores que de
alguma forma parece demasiada romântica para os nossos dias. Mas os dias são
maus, como nunca antes os dias são maus, pois se procuras a verdade, lhe
apresentam diversas, na verdade lhe propõem não creditar verdade a alguma coisa
específica!
Ser cristão é ser verdadeiro, justo e buscar o que é do alto. Pretendendo
encerrar com as palavras do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard:
"é uma espécie de loucura divina por amor ser incapaz de ver o mal
que ocorre sob seus olhos. Em verdade, nesses dias tão sagazes, que entendem
tanto da maldade, seria urgente fazer alguma coisa para aprender a honrar esse
tipo de loucura; pois infelizmente hoje em dia se faz o suficiente para fazer
passar por louco um tal amoroso que, entendendo tanto do bem, nada quer saber
do mal." ~ Kierkegaard (As obras do amor)
Por: Danilo Reis
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Beyond of distant shore
Beyond of the distant shore
There's a place where rest endures.
A mystical calling
From ancient times
Across the distant field
May rest be for every man kind
Those whom were left
Those who are in grieve
This land where there's peace
Belongs to everyone who believes
An open door, come, you are invited to get in.
One voice, can you hear?
Spoken words of life
Turning away our fears
Beyond of the distant shore.
By: Danilo Reis
domingo, 13 de janeiro de 2013
domingo, 23 de dezembro de 2012
NATAL, UM TEMPO DE CONTEMPLAR A FACE DE DEUS
Estive meditando bastante para falar sobre o
mistério do Natal, faltam alguns dias para a maior celebração Cristã em todo
mundo, pois o Menino-Deus veio habitar entre a humanidade, entre a sua criação,
por um propósito de redenção e restauração do “Imago Dei” dos homens.
O Céu é entreaberto, e ao estar exposto, vemos a
face de Deus. Mas apresenta-se um mistério grandiosíssimo, o de ver a face de
Deus. Como assim vemos a face de Deus, se está escrito que: “nunca ninguém
contemplou a face do Senhor” (João 1:18, 6:46)? A partir do mistério natalino, essa dispare
relação homem e Deus é refeita, e reformulada. Agora não mais como no Éden,
pois lá o homem ouvia do Senhor e caminhava com Deus, porém nada é dito sobre
“ver sua face”. Moisés, Isaías, João e outros personagens da história cristã,
falam de seu assombro ao estarem perante a presença do Senhor, perante o Deus
criador do céu e da terra, mesmo sem contemplar a sua face. Entretanto, a
partir do mistério natalino a face de Deus nos é revelada, pois, “tornou-se
homem e habitou entre nós” (João 1:14). Deus tornou-se homem, isto é, a criança
nascida em Belém nos é o próprio Emanuel (Deus conosco), e a partir desta
“criança” temos enfim o céu revelado, retirado então o véu que cobria a face de
Deus, podemos contemplá-la na figura de Jesus Cristo, Deus feito homem.
Não
estamos falando de uma proposta repetida, não se fala no natal de algo comum e
corriqueiro, porque tirando o nascimento de uma criança, e isso nós temos a
todo instante, o que há, é justamente o nascimento daquele que tudo fez, aquele
que doa a vida, agora deixa-se ser doado aos homens. A face de Deus nos é
mostrada, e na figura do bebê que chegou, todas as pessoas do mundo são reatadas
no caminho de Belém, no caminho que leva a face de Deus. E o que se vê diante
dessa face infante? Os anjos anunciaram “Deus”, os pastores “o Salvador”, os
magos “o Deus-Rei”, e a cada um de nós, aparentemente é nos dada a chance de
contemplar em uma subjetividade, aquilo que lhe parece a face de Deus. Mas é
evidente que isto é possível, pois este bebê veio para cada homem e mulher em
particular, porque o seu nascimento anuncia a salvação e redenção partilhada a
todos que se achegam a manjedoura. Nada é requisitado para achegar-se à manjedoura
e vislumbrar a face de Deus, era o seu desejo, por isso tornou-se homem, e
ainda é o seu desejo, que cada homem e mulher, independente de onde esteja, e
de quem seja, achegue-se à manjedoura para contemplar a sua face.
Vivemos em um tempo onde muitos
dizem saber como é a face de Deus, muitos propõem conhecer a face de Deus e
apontam caminhos diversos para esta tal suposta face. Podemos pensar que, do muito que se é dito sobre esta face, aquele caminho que mais parece seguro de
ser seguido é, o caminho para Belém. Ali fora anunciado que um menino nos
nasceria, e que as atribuições deste menino seriam a do próprio Deus, sendo ele
“Maravilho Conselheiro, Deus forte, Príncipe da Paz, Pai da Eternidade” (Isaías 9:6). O caminho para Belém nos leva de encontro com a face de Deus, sem
indiferença, sem resitência, sem restrições ou determinações de como se achegar
a ela; não se pede presente, não se pede boas roupas, não é requisitado ser
rico ou pobre, negro ou branco, apenas uma convocação que os anjos alegremente entoaram
“Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2:14), um anuncio que entoa, toca e acolhe a todos que de alguma forma
se permitem ouvir esse chamado, o chamado para contemplar o bebê de Belém, e
vendo-o, vermos assim, a face de Deus.
Por: Danilo Reis
CHRISTMAS, A TIME OF CONTEMPLATE THE FACE OF GOD
I've been meditating too much to talk about the
mystery of Christmas. and missing a few days to the biggest Christian celebration
around the world, as the Boy-God came to dwell among humanity, between His
creation, for a purpose of redemption and restoration of the "Imago
Dei" in men.
Heaven
is opened, and to be exposed, we see the face of God. But it presents a tremendous
mystery, to see the face of God. As well we see the face of God, if it is
written that: "no one ever contemplated the face of the Lord" (John
1:18, 6:46)? From the mystery of Christmas, the relationship between man and
God shoot is redone and recast. Now no longer as in Eden, for there, the Lord
heard the man and walked with him, but nothing is said about "seeing His
face." Moses, Isaiah, John and other characters of Christian history, talk
about their amazement at being before the Lord's presence, before the God who
made heaven and earth, without even contemplate his face. However, from the
Christmas mystery, the face of God is revealed, because, "became flesh and
dwelt among us" (John 1:14). God became man, that is, the child born in Bethlehem
itself is Immanuel (God with us), and from this "child" we have
finally the heaven is revealed, then removed the veil that covered the face of
God, we can contemplate it in the figure of Jesus Christ, God turned into man.
We're
not talking about a repeated proposal, no one speaks of something common at
Christmas, because taking the birth of a child, and that happen all the time,
what, exactly is the birth of the one who made everything, who gives life,
now He himself, let it now be donated to men. The face of God is shown to us,
and the figure of the baby arrived, all people of the world are resumed in the
way to Bethlehem, the road that leads to the face of God. And what you see on
the face of this infant? The angels announced "God," pastors
"the Savior," magicians "God-King", and each of us is
apparently given the chance to contemplate in subjectivity, what seems the face
of God. But it is clear that this is possible, since this baby came to every
man and woman in particular, because its birth proclaims salvation and
redemption shared to all who come to the manger. Nothing is asked to draw
closer to the manger and glimpse the face of God, was his desire, so why He
became man, and yet His desire is, that every man and woman, regardless of
where you are, and who is, draw nearer to the manger to behold his face.
We
live in a time where many claim to know how God's face is, many propose to know
the face of God, and many paths to this point that supposed face. We think that
much of what is said about this face, that path, which seems a safest path to be
followed, is the way to Bethlehem. There was announced that a boy born in, and
that this child would be the duties of God himself, it being "Wonderful
Counselor, Mighty God, Prince of Peace, Everlasting Father" (Isaiah 9:6).
The road to Bethlehem leads us to encounter the face of God, without
indifference, without resistance, without restrictions or regulations on how to
draw close to her, not asked this, not asking good clothes, is not required to
be rich or poor, black or white, just a call which the angels joyously sang
"Glory to God in the highest, and on earth peace, good will toward
men" (Luke 2:14), an announcement that sings, touch and welcomes everyone
who somehow allowed to hear this call, the call to contemplate the baby of
Bethlehem, and saw him, so seeing the face of God.
By: Danilo Reis
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