Bem-Vindo - Welcome - Bienvenido - Bienvenue - Benvenuti - Willkommen

Pretendo caro leitor compartilhar aqui alguns passatempos e reflexões que se apoderam nessa peregrinação de nossa temporalidade. Seja sobre Deus; seja sobre o homem; seja sobre a poesia e as artes; ou mesmo sobre meras bobagens. Desejando que não sejam meras palavras (flatus vocis), mas que tais palavras de certa forma adentrem além da superfície dos seus olhos e quem sabe chegar a sua alma.

A vós poetas e artistas, pensadores e leigos, sintam-se a vontade esse espaço é vosso também.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Face de Deus aos homens

Quando se aproxima o advento Natalino, mesmo em um mundo tão indiferente e relativista, os olhos de muitos se apressam para olhar ainda que por curiosidade, se a face do menino-Deus ainda poderia falar-nos. Poderia pensar no mundo como o conjunto de faces que tentam no alento esperançoso, mirar por um instante aquele leito onde repousava o recém chegado, buscando nem que seja encontrar para si, o próprio repouso. 

A manjedoura permite-nos anualmente renovar algumas certezas que o ano trata de nos incentivar a esquecer sob muitas faces, e no último ano, pudemos ver novamente a ascensão de faces transmutadas, faces desumanizadas, faces aterrorizadas com a guerra, com a rivalidade; faces divididas pela lacuna política; faces concretizando certezas sob o relativismo de ações inócuas e egocêntricas; faces maquiadas como cedro de identidade nacional, mas que expõe o autoritarismo intolerante e segregador. O mundo de faces, encontra no evidenciar das fronteiras culturais, partidárias, econômicas, religiosasraciais, sexistas e afins, o suposto refúgio que traz uma falsa segurança. Inseridos em um cenário onde pouco repouso encontramos, onde nossa própria face está em questão, recorda-nos a sacra escritura quando Jacó, em um momento que iniciou-se com a angústia, pôde ele, ver a face de Deus no lugar o qual chamou de Peniel (Gêneses 32:30), encontrando ali, salvação. Ainda nas escrituras podemos ver o Salmista em um clamor: "Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos." (Salmos 80:3), pedindo para que o Senhor Deus resplandecesse a sua face para que trouxesse salvação. A face de Deus, a face do Sagrado, a face do Criador, nas escrituras direciona-nos à própria salvação, ao caminho do repouso salvívico. Porém, especificamente nos textos selecionados, tanto o patriarca, quanto o salmista estavam diante de situações adversas, o mundo para eles não parecia ir nada bem, o medo, a insegurança etc., e coube a sinceridade de aproximar-se em oração e reconhecer ali, em Deus, o repouso na salvação. 

A mensagem da manjedoura é ricamente desafiadora, e ao mesmo tempo animadora e acolhedora, pois, aproximar-se significa estar diante daquele que nos conhece. É estar diante da face que todo e qualquer ser humano tem (Gêneses 1:26), é lembrar que as faces se encontram em uma Face. Entretanto, qual face nos mostra a manjedoura? Ela alenta-nos a alma cansada de um mundo que prefere não ver o seu semelhante como tal, construindo muros, dividindo, desfazendo relações, apontando inimigos, conflitos e guerras. Ela nos apresenta a face de Deus, a face humilde do Criador que tornou-se homem. Ela rompe a maior fronteira que poderia existir, Deus e homem, Criador e criatura. Nela, na manjedoura, o homem pode ver que somos não povos, mas povo; não faces, mas face; não estrangeiros, mas semelhantes; não fronteiras, mas um mesmo terreno, o sagrado terreno do amor de Deus que nos traz salvação e repouso. 

Que Deus relembre-nos sempre mais que a sua face nos dá salvação e nos conduz ao repouso de nossas almas, e que possamos lembrar que o outro, o nosso semelhante também pode ser visto na face do menino-Deus e que a paz possa recair sobre a terra em todos os seus mais remotos cantos (Lucas 2:14).

Por: Danilo Reis
(Teólogo e Filósofo)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Um Natal de Refúgio para refugiados

Diz o salmista “SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. ” [1], e assim iniciamos esse texto nesse período de natividade. A palavra refúgio não aparece à toa, pois cabe a essa celebração cristã, reviver, relembrar e revigorar na alma de cada um, que antes de tudo, de geração em geração, o Senhor tem sido refúgio.

            Por mais que distante esteja o homem de si, do outro e especialmente, aparentemente da manjedoura, mais uma vez chegamos a lembrança perene de que “EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. ” [2], o Deus-menino nasceu, e nasceu numa região tão conhecida de todos nós, tão falada por questões sanguinárias e violentas, conflitos e mais conflitos que permeiam a Oriente Médio. Mais uma vez, nossas atenções estão voltadas para lá com o medo permanente de guerra, porém, a pausa para pensar no Príncipe da Paz[3] reascende nesses dias natalinos. No período de seu nascimento, eis que o povo israelita era subjugado pelos romanos, sem liberdade, sujeitos as leias romanas, privados de muito do que é desejado por diversos povos, o desejo de serem donos de seus destinos. Poderíamos pensar como hoje, quantos povos daquela região estão em situação semelhante, quantos se encontram refugiados, expatriados, forçados a deixar suas casas por medo da violência que os acomete. Conforme os textos sagrados, foram um tanto dessas experiências que sentiram José e Maria, por sinal, os mesmos precisaram pouco tempo depois do nascimento de Jesus, deixar sua terra e refugiar-se no Egito, pois perseguidos seriam por conta da criança em terras da Judeia.

            Um cenário breve foi traçado para que voltemos ao mistério descrito desde o início, o Senhor tem sido nosso refúgio! Refúgio é buscar abrigo, é buscar também uma fuga, buscar fugir, buscar asilo e segurança. Todas essas significâncias expostas transcende a mínima causa de cada indivíduo, pois o Senhor tem sido nosso refúgio! Na manjedoura habitou em refúgio humano, o Refúgio de todo homem e mulher; no Cristo habitado em carne figura o Deus-menino. Deus fez-se carne e habitou entre nós[4], habitou em nossos braços, braços de sua criação, porém o refúgio é na verdade a busca, não que o homem pudesse lhe trazer refúgio, mas que ele veio em busca do homem, o Refúgio veio ao homem quando este não mais podia ir para Ele. Transcendeu o tempo e o espaço e veio buscar-nos para colocar-nos em seu refúgio. Ele veio em um tempo de fuga, de escape do jugo romano, veio e pequeno foi refugiado pela terra, compartilhando das dores de um fugitivo, errante e violentado em sua própria terra. Esse parecer nos atesta o que tanto vemos em nosso mundo hoje, um mundo de refugiados, expatriados, fugitivos de seus lares, sem teto, sem pátria, sem ter para onde ir, assim vemos muitos povos. Sem contar que fugimos também em busca do refúgio da dignidade humana, da fraternidade humana, da própria humanidade como um todo que longe está de si mesma, cada homem em sua fuga particular, busca o refúgio peculiar para si.

Eis que vos anuncio hoje mais uma vez, a certeza que retumba a mais de dois mil anos com o advento natalino, com a vinda do Senhor, aquele que experimentou o que é ser refugiado, mas que antecede o tempo e espaço e como dissemos no início através do salmista, o Senhor tem sido o nosso refúgio! Acheguemo-nos a manjedoura mais uma vez, contemplemos a nossa Salvação, contemplemos a nossa Redenção, contemplemos o fim de nossas fugas internas e nosso Refúgio aos males externos. Assim tem sido, nosso Senhor de geração em geração, chama a todos os homens, de todos os cantos para refugiar-se nEle, na graça trazida realçada pela manjedoura que acalenta e nos traz esperança e nos conduz a mesma sorte, a sermos porta-vozes para tantos que buscam abrigo e refúgio.

Danilo Reis


[1] Salmo 90:1
[2] Mateus 1:23
[3] Isaías 9:6
[4] João 1:14

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Um pequeno poema

"Pelos dias de dores
Ainda uma centelha se vê
Através do meio da estrada
A permanência em pé no percurso do rio." (Desconhecido)

            Estes dias eu simplesmente ouvi um curto verso de um velho poema de uma terra distante, de tempos antigos em um mundo imaginário, ao menos é o que eles dizem, é o que tantos dizem. Através destes versos, com palavras que poderiam soar como um conto de fadas, um mistério escondido, ao qual não é um segredo, e onde algumas coisas profundas foram mostradas a mim.

            Eu gosto do caminho da poesia, é tão claro, delicado, escondido e em formatos raros de falar. Quando versos tocam, é semelhante ao jeito que a chuva toca a terra seca, traz um frescor, uma profunda manifestação de renovo em nossas almas.


            As palavras têm poder, tremendamente profundas para todos nós, não é acaso que nós somos tão contagiados e envolvidos pelas palavras lançadas por outros ou por nós mesmos.

Por: Danilo Reis

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Natal e nossas supostas verdades - in testimonium veritatis

Em nossos dias, como o nascimento de um menino a mais de dois mil anos atrás, em uma terra servil do império romano, filho de uma jovem judia e de um jovem carpiteiro judeu, poderia ter alguma significância? Qual é a importância desse evento para a cristandade? Qual seria a importância para a humanidade em si?

            Estamos tão cheios de verdades espalhadas pelo mundo, verdades essas construidas muitas vezes sobre alicerces contestáveis, fundamentos vacilantes, e que muitos aderem sem perceber se há alguma lógica, ou se realmente esses fundamentos podem ser posto a prova de uma observação minuciosa e imparcial. Talvez, uma das maiores dificuldades de hoje, seja a certeza, mas não qualquer certeza, estamos falando das “nossas” certezas, isto é, aquelas verdades que não abrimos mão por nada, e que nem sequer ousamos incomodá-la, ou investigá-la. E por não nos darmos a esse trabalho, as nossas vontades imperam em comum acordo com o egoísmo explicitado cada vez mais em nossa sociedade. Por isso, mais uma vez neste período natalino, se propõe observar essa história crida como verdade por milhões no mundo, e que nos põe em questionamento de nossas convicções e verdades.

            Estamos falando de um relato ocorrido há milênios atrás, mas que ainda assim nos impacta ou pode nos impactar de alguma forma. Pensemos um pouco, que sentido faz dar crédito a uma história tão longínqua, mas ao mesmo tempo tão contemporânea. São Lucas nos narra o nascimento do menino que conforme a tradição e credo de milhares, viera a ser o Salvador do mundo. Ele no segundo capítulo do evangelho, releta sobre uma jovem judia que carregava consigo um bebê e estava em tempos para parir, o que de fato sucedeu. O que há de extravagante nisso? A princípio nada, em consequência, tudo!

            Um grupo de pastores estavam no campo e foram surpreendidos por anjos sobre o nascimento do Salvador. Eles possivelmente já ouviram falar de anjos e coisas sobrenaturais, porém aquilo estava acontecendo com eles, simples pastores. As suas verdades possivelmente não passavam de: ovelhas, campo, gramas, leite, lã e coisas de camponeses. Possivelmente tinham verdades culturais e certezas construidas a partir do senso comum as quais eles, talvez, nunca se deram o trabalho de investigar ou questionar. Desta vez, um anjo aparecera para eles e poria a prova suas crenças. Assim diz o texto:

“Mas o anjo lhes disse, ‘Não tenham medo, pois, eu proclamo a vocês boas novas e grande alegria que será para todas as pessoas: hoje um Salvador, que é o Messias do Senhor, nasceu para vocês na cidade de Davi. Este será um sinal para vocês: vocês acharão um bebê envolto em confortável roupa e deitado em uma calha de alimentação.’” (Lucas 2:10 – 12)

O anjo não só anunciou o que ocorrera, como indicou qual caminho tomar para reconhecer o seu dito e comprová-lo. E assim sucedeu, os pastores se guiaram conforme havia dito o anjo e chegaram até o local onde estava o Deus menino. Suas convicções foram testadas e após investigarem, comprovadas.

            A mensagem da manjedoura nos pede para que por alguns instantes, deixemos de lado nossas “verdades”, ou nossos afazeres, nossa zona de conforto, e de convicções muitas vezes não investigadas ou contestadas. Ela pede para que ouçamos o que tem as nos dizer o anjo, e vejamos com os nossos próprios olhos o explendor do Salvador, que opta para que venhamos por nós mesmos contemplar o seu rosto humanizado. A manjedoura não é um local oculto, qualquer um pode chegar-se à ela, pode contemplar a face de Deus. Toda e qualquer pessoa, do menor ao maior, sejam pastores, ou reis; sejam faxineiros ou empresários bem sucedidos, tudo o que precisamos é nos dispor a irmos vê-la, investigá-la, provar por nós mesmos o que se tem dito ao longo desses séculos através da cristandade, com o coração aberto a rever nossas “verdades”. O convite a visitá-la acontece repetidamente, diariamente, e o Natal nos lembra com mais força desse convite feito pelo anjo que anunciou aos pastores de Belém, o nascimento do Salvador, que não teme em se mostrar em simplicidade. A manjedoura nos lembra que nossos extremismos, cheio de supostas verdades egoístas, sejam elas políticas, religiosas, dogmáticas, ideológicas, só nos excluem do que é dado universalmente ao homem, isto é, o Deus menino, o Salvador.


           Que Deus em sua infinita misericórdia possa nos guiar diariamente para longe de nossas prepotentes ideias e nos aproxime com humildade e sede de verdade para a manjedoura, onde Ele, o próprio Deus, tornou-se homem para que todos, através do menino Jesus, possam vê-lo e prová-lo.

Por: Danilo Reis

domingo, 2 de novembro de 2014

Ways of mine

My ways, ways of mine
So deluded, so messed
Filled with luxury and distress

My ways, I want no more
May your ways become in me very sure
Change my mistakes into righteous cause

My ways, ways of mine
Completely lifted beyond I can't hide no more
Surprisingly captivated, let me go furthermore!

Danilo Reis

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Há quatro tipos de pessoas que chegam em nossas vidas: as que chegam para ficar; as que estão só de passagem; as que convidamos para entrar, e as que convidamos para sair. ~ Danilo Reis


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Spes Hominum – Esperança da Humanidade

Nestes dias tão corriqueiros para muitos, tão repetitivo para outros, tão formal e cheio de cerimonias para tantos, ainda se faz possível apresentar algo novo nestes dias de Natal.
            Como pode isto ter acontecido? Como pode ser tão grande amor? Como podemos ainda perceber depois de mais de dois mil anos, tamanha manifestação que ultrapassa os séculos? Por que ainda hoje esta mensagem é aquela que abrilhanta a vida daqueles que se deixam vislumbrar o Deus-menino na manjedoura? Essas perguntas podem nos apresentar diversas possibilidades de respostas, mas todas elas não podem deixar de passar pela manjedoura, pois é a partir dela que passamos a questionar a possibilidade de aprendermos sobre a Graça!

            No santo evangelho de Lucas (Lucam 2: 25 – 32) diz:  
     
25 Et ecce homo erat in Ierusalem, cui nomen Simeon, et homo iste iustus et timoratus, exspectans consolationem Israel, et Spiritus Sanctus erat super eum; 26 et responsum acceperat ab Spiritu Sancto non visurum se mortem nisi prius videret Christum Domini. 27 Et venit in Spiritu in templum. Et cum inducerent puerum Iesum parentes eius, ut facerent secundum consuetudinem legis pro eo,  28 et ipse accepit eum in ulnas suas et benedixit Deum et dixit: 29 “Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace, 30 quia viderunt oculi mei salutare tuum, 31 quod parasti ante faciem omnium populorum, 32 lumen ad revelationem gentium et gloriam plebis tuae Israel ”.

O texto sagrado nos apresenta o homem justo, Simeão, que pôde em seus últimos dias de vida ter um encontro com o Deus-menino. Movido pela esperança, esperança essa oriunda daquele que é Eterno, e que eternamente anunciou que Simeão não morreria antes de ver a Esperança (Spe) encarnada. Este homem justo, não justo devido à uma apreciação da justiça humana, ou devoto pelo fardo que tornara execrável a ritualística religiosa, este homem é cotado como justo e devoto, pois nele podemos encontrar a simplicidade requisitada aqueles que creem. Simeão é uma símbolo de como a todo homem de boa fé se faz possível enxergar o Cristo repousado na manjedoura, a salvação, a luz para revelação gentílica e a glória para o povo de Israel.

            Somos impelidos a ouvir mais uma vez da Terra Santa para cristãos, judeus e mulçumanos, onde a cada ano somos levados a refletir sobre o acontecimento de Belém. A esperança do mundo fez-se homem na figura de um menino, na figura de uma criatura, e como ficamos admirados com tamanha ousadia e bondade de Deus, apresentar-se assim, fragilmente e dependente. Então não seria essa a proposta da esperança que se renova no Natal, a de apresentar-se mais de perto a humanidade na fragilidade de uma criança, na dependência de um bebê, mas que ao mesmo tempo, se renova a todos aqueles que podem contemplá-la, a própria ideia de esperança? Percebamos algo mais intimamente. Simeão notou essa proposta, ele idoso, nos dias últimos de sua vida, sem mais expectativas, fora renovado pela esperança de contemplar a face de Deus! Sua expectativa, ou seja, estar a espera de, cumpriu-se e vimos o anúncio pronunciado em suas palavras:

“Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace, 30 quia viderunt oculi mei salutare tuum, 31 quod parasti ante faciem omnium populorum, 32 lumen ad revelationem gentium et gloriam plebis tuae Israel.”

As palavras de Simeão anuniaram ainda coisas em que devemos nos atentar, atentar para a salvação que a todos é propiciada, que a todos é agraciada e presenteada, a Salvação que chegou na cidade de Davi. Nos diz também, que a salvação não era exclusiva de um povo, rompendo assim, toda e qualquer arrogância que pudesse existir, e como ainda nos toca essa necessidade de compreensão, onde vemos países ostentarem o baluarte de exclusividade que alimenta a prepotência, o preconceito, o ódio, a xenofobia, a guerra, entre outros. A luz salvívica atinge agora a todos os povos, a todas as nações, a cada sujeito independente de sua origem étnica, ou condição social, a luz veio ao mundo e habitou entre nós.

A esperança que movera este simples homem deve ser o símbolo exemplar de como podemos esperar com grande alegria para vermos a face de Deus, de como somos guiados ao Deus-menino se atentos estivermos a justiça e temor de Deus. A esperança que estrapola a mundanidade e se aconchega aos corações sinceros e de boa fé, a esses corações podemos antecipar a chegada da salvação, que desfaz do tempo, abrilhanta nossa alma e nos dá motivos para acreditar que a chegada do Emanuel (Deus conosco), trouxe o homem novamente ao contato com a eternidade, por isso a esperança que se espera da manjedoura não é uma esperança perecível, mas que nos possibilita, mesmo em um mundo repleto de dores, manifestadas na alma do homem e também em sua carne, das formas mais crueis que podem existir, uma esperança perene trazida dos céus, que nos permite seguir com júbilo e alegria.

Danilo Reis