Bem-Vindo - Welcome - Bienvenido - Bienvenue - Benvenuti - Willkommen

Pretendo caro leitor compartilhar aqui alguns passatempos e reflexões que se apoderam nessa peregrinação de nossa temporalidade. Seja sobre Deus; seja sobre o homem; seja sobre a poesia e as artes; ou mesmo sobre meras bobagens. Desejando que não sejam meras palavras (flatus vocis), mas que tais palavras de certa forma adentrem além da superfície dos seus olhos e quem sabe chegar a sua alma.

A vós poetas e artistas, pensadores e leigos, sintam-se a vontade esse espaço é vosso também.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sempre uma Boa Nova - Natal


Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.  (Mateus 1:23)

O ocidente que perdura recebe a nomenclatura de ‘cristão’, e não é possível negar, ainda que qualquer indivíduo tenha concepções distintas de boa parte das práticas e costumes cristão, ele está cercado pela própria remanescência da cristandade. Se você mesmo sendo ocidental compreende que não precisa de perdão, arrependimento, misericórdia e justiça, esse texto não é para você. Contudo, se diz isto, pois estamos no mês de celebração do Natal, e tal data é a própria celebração do Emanuel que chegou, como no texto descrito da sacra escritura, a própria esperança que se fez habitar entre os homens sem distinção de qual homem precisaria de sua chegada.

Qual é a mensagem sempre nova e entusiasmante que se repete ano após ano, e que sempre traz a humanidade votos de celebração e partilha; votos de amor e misericórdia; votos de humildade e de felicidade? É a mensagem que só os pequeninos dessa terra poderiam ouvir, é a mensagem a qual aqueles que se sentem doentes e carentes podem escutar, pois a soberba e auto-suficiência não condizem com a chegada de Emanuel, Cristo o Senhor. Porém, se ao menos você se dispõe e entende que há algo de bom nesta mensagem, é bem provável que a Luz que irradiou a terra a dois mil e onze anos atrás, também se faça visível a você.

Deus conosco! No verso não está descrito – Deus esteve conosco, ou estará conosco. Mas o sempre presente, Deus conosco aqui, hoje, ontem e sempre. A novidade que é mostrada e apontada a cada homem de boa fé, é a mensagem de que Deus conosco para salvar, sarar, compreender, sofrer conosco, estar conosco. Aos pequenos desta terra primeiro fora anunciada a chegada do Salvador, os pastores receberam as boas novas de que o Cristo chegara. Mas Deus não é excludente, não são aos pobres materiais somente que a ele importa mostrar a Luz, mas aos necessitados espiritualmente, aqueles que tem sede de justiça e desejam salvação, este foi o caso dos magos de terras distantes que foram visitar o Salvador e levar-lhe presentes. Que ironia por sinal, não foram os homens a presentear o Rei dos reis, mas o próprio Deus feito homem deu-se ao homem, presenteando a todos com a possibilidade da vida, vida eterna e abundante.

Vinde todo homem e mulher, que o Cristo se fez habitar, o Emanuel que é Deus conosco se mostra a todos, todos os dias, pois a celebração natalina é diária e perpétua...  


Always a Good News - Christmas


"The virgin will conceive and give birth to a son, and they will call him Immanuel" (which means "God with us"). Mateus 1:23

The West gets the enduring of 'Christian', and you cannot deny it, even if any individual has different conceptions of much of Christian practices and customs, he is surrounded by the very relic of Christendom. If you even though as western, understand that does not need forgiveness, repentance, mercy and justice, this text is not for you. However you say it, because we are in the month of celebration of Christmas, and such date is the actual celebration of Immanuel has come, as described in the text of sacred scripture, the very hope that is made to dwell among men, without distinction of which man would need of His arrival.

What is the message fresh and exciting that is repeated year after year and always brings humanity hope of celebration and sharing; vows of love and mercy, humility, hope and happiness? It is the message that only the least of these could hear, is the message which those who are sick and needy can listen, for the pride and self-sufficiency are not consistent with the arrival of Immanuel, Christ the Lord. However, if only you are willing and understands that there is something good in this message, it is likely that the Light that radiated the land two thousand and eleven years ago, also make visible to you.

God with us! On the back is not described - God was with us, or will be with us. But the ever-present God with us here today, yesterday and forever. The novelty that is shown and pointed to every man of good faith, is the message of God to save us, to heal us,  to understand us, to suffer with us, to be with us. At first to the least of these, of this land, had been announced the arrival of the Savior, the pastors were the good news that Christ had come. But God is not exclusive, the poor are not only materials that it is important to show the light, but spiritually needy, those who thirst for justice and desire salvation, this was the case of the Magi of distant lands that were to visit the Savior and bring him gifts. How ironic by the way, were not men to present the King of kings, but God himself made man, gave to the men, presenting everyone with the possibility of eternal and abundant life.

See every man and woman, who became the Christ dwelling, which is Immanuel, God with us, to show everybody all day, for the Christmas celebration is daily and perpetual…

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"...poeticamente o homem habita" ~ Hölderlin

“... poeticamente o homem habita” ~ Hölderlin (citação do filósofo Martin Heidegger)

A questão concretizada na expressão do poeta é de certo rica e muito significativa. Rica pela possibilidade de pensar poesia – homem e o homem – habitar – poeticamente. Temos um contraste em nossos dias, não um contraste exatamente, talvez uma nuance, ou véu que desceu sobre o pensamento do homem contemporâneo. Este véu é constatação da objetivação de cada um de nós, isto é, tornamo-nos coisa, deixamos de ser quem somos, estamos envoltos na sacralidade de nossas meras rotinas.

Ao dizer poesia, o poeta alerta-nos de algo muito profundo, um presente dos deuses, um enunciado particular e peculiar que alicerça o homem, situa-o, o diz pertencente a algum lugar, este lugar é ela mesma a poesia. O que se compreende poesia, na certeza dos devaneios do homem do século presente, faz-se notório que poesia é algo para artistas, ou mesmo algo perdido em algum lugar. Estamos errados quanto a isso, afinal quem está perdido é o homem, tentando se agarrar em algum lugar que lhe devolva algo que se perdeu, o si mesmo.

O poeta convoca, nos convoca ao evocar habitar. O mundo é mais do que pedras, portas, parafusos; o mundo é mais do que trabalho, labuta e concreto. O mundo é habitado, a poesia está aí no mundo, a poesia é a habitação do mundo e do homem. Mas o poeta fala de sua poesia, “...poeticamente o homem habita”, o poeta disse de sua poesia. Quanto ao lugar dessa poesia, quem preparou essa habitação não foi o próprio poeta, mas o poeta também não deixa claro quem o fizera. Penso o seguinte, para uma poesia, um poeta... ao mundo o homem habita, na constituição da habitação está a própria poesia, logo Algo maior poetizou a poesia que faz o homem habitar.

Para finalizar quero trazer os versos de uma canção que também é poesia e diz “é Deus quem te faz entender toda poesia” ~ Rosa de Saron (Sol da meia-noite). Nessa construção entre poesia – homem – habitação. Penso que poeticamente o homem habita na poesia do poeta que criou a habitação, sendo o homem parte da poesia, logo oriundo deste mesmo poeta o homem se fez presença ao poeticamente habitar e só neste poderá habitar em verdade...

Por: Danilo Reis

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Um diálogo sobre: Malabaris e Equilíbrio

O presente diálogo se deu entre três pessoas ao qual deixarei só a sigla dos nomes: D, K e J.

O início do diálogo se deu devido ao trecho que se segue:

 "Um malabarista tenta
Ser equilibrista
Equilibra amor e solidão
Um malabarista
Pode não ser um artista
... Mas vai colorindo a multidão"

Malabarista - Luiz Murá


D - Malabaris como linguagem artística, o que isso nos diz?

J - Um malabarista no farol nao é um artista...

K - D, não entendi o que você está propondo, me explique, fiquei curiosa.

J - Hum... será que ele quer dizer que nós todos somos malabaristas? Vamos jogando nossas emoções uma por cima da outra... Será que ele quer dizer que temos que ser, ao invés disso, equilibristas? Colocando cada sentimento no seu lugar certo? Cada um em sua dose? Mas se ele usa malabarista nesse sentido, como ele pode ser um artista? Nesse caso o artista seria o equilibrista, não?

K - Confesso que você deu um nó na minha cabeça agora. Vamos ver se eu entendi. Um malabarista joga as emoções umas sobre as outras, já o equilibrista domina a arte de equilibrar os sentimentos em um lugar ideal, ele sabe como lidar com as emoções, por tanto o equilibrista é o verdadeiro artista, será que é este o sentido? Mas pensando bem, um malabarista é sincronizado, ele consegue fazer o movimento perfeito para que cada “bolinha” caia no exato instante para que o conjunto fique em equilíbrio, por tanto um malabarista não seria um equilibrista nato? Ai...que confuso...

J - Poxa! Bem pensado... Realmente um malabarista precisa ter um equilíbrio perfeito... Mas repare: tanto o malabarista deixa as bolas caírem, quanto o equilibrista cai da corda bamba. com a prática e a experiência, as bolas caem menos e a moleza da corda não atrapalha tanto... isso é ser humano?

K - Verdade, bem reparado. Precisei ouvir a música agora para pensar em algo. “E os malabaristas onde estão?” Acho que um malabarista é uma figura singular, aquela pessoa que apesar dos trancos e barrancos da vida está sempre se aperfeiçoando na arte, mas na arte de viver de verdade. Mas não tenho tanta certeza que todo mundo seja um malabarista...

D - Fantástico! Acho que consegui o que queria, provocar uma filosofia em vocês!!!

Malabaris ou equilíbrio, os dois se completam penso eu. Os dois falam de arte, produto do humano. Apesar de vocês já terem caminhado um bocado, permitam-me jogar flores no caminho seguido.

Pensamos e fazemos; tentamos e sofremos. No malarabismo, a compreensão de coisas que vem a nós e precisamos de certa forma segurar no tempo certo, não deixar cair. Segurar e Cair, mas o que exatamente? E qual é o objetivo? Tais perguntas afloram um exercício, um começo e um caminho, o malabarista, não pode parar senão cai, despenca aquilo que o torna malabarista, assim sem malabaris não há malabarista, estou certo?!

Já com o equilibrista, é um caminho desde o início é um caminho, a escolha é dele de subir na corda. A caminhada exigirá foco, atenção, o que há a frente? O desejo de atravessar a um lugar seguro. O que há abaixo? O mistério que amedronta. Tanto a frente, quanto abaixo ele teme, continua na berlinda e isso é sua opção a seguir. Lembre-se, ele opta por subir na corda, e isso o torna um equilibrista.

Nos dois casos vemos semelhanças, vemos possibilidades e como disse, caminhos. O caminho vem ao encontro (malabaris); e o outro caminho é optativo (equilibrista).

Será que conseguimos mais alguns passos com minha participação?!

PS - Vocês me fazem sorrir!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Christianoi


‘’O cristianismo é de uma seriedade tremenda (...), Ser Cristão é sê-lo no espírito, é a inquietude mais elevada do espírito (...). Entretanto, depois de dois mil anos, tudo se tornou superficialidade na cristandade atual ‘’. Soren Kierkegaard


Eu odeio a hipocrísia que se alastra e deixa um rastro fetido e deplorável
Eu odeio o cheiro de dinheiro, milagrismo e milagreiros fajutos e aglutinadores
Eu odeio o falso evangelho de Jesus tratado por grandes sobre o púlpito
Eu odeio te chamar de irmão e nunca lhe dar a mão, o pão, o colo quando necessitas
Eu odeio essas mentes atrofiadas, muitas vezes acefalas que não conhecem sua história
Eu odeio os "shows" promovidos todos os domingos, pergunto-me onde está o simples evangelho de vida, empueirado na biblioteca da Vida Abundante;
Eu odeio acusadores que não olham para si próprios, lastimas chamados cristãos
Eu odeio o julgo aprisionador,
Eu odeio ver o nome de Jesus manchado pelo mercantilismo renascente do medievo


Porém...

Amo a verdade que desfaz o embaraço e exala vida e suáve perfume
Amo o evangelho doador, curador de corpo e de alma dos que estão "doentes"
Amo o envagelho de Jesus proclamador de Direito, Justiça e Misericórida
Amo o te chamar de irmão, suportar suas dores, querer-lhe bem e junto carregar tua cruz
Amo o conhecer, porque não andarei perdido, e viverei a verdade que liberta
Amo o simples evangelho promovido nas casas, nas ruas, nas esquinas e em alguns púlpitos (raríssimos) que emanam Reino de Deus, reino dos Céus
Amo os humildes de espírito e de coração que vestem panos de saco e não se põe maior que outrem
Amo o evangelho (boas novas) libertador
Amo ver o nome de Jesus ser exaltado pela doação total de pessoas que compreendem a Vida Verdadeira Vida!

                                                                                                                                      Danilo Reis

sábado, 3 de setembro de 2011

Loucos e sãos; maioria e minoria


Os loucos são assim chamados porque não agem conforme a maioria.
A maioria nem sempre se dá conta de que os loucos são melhores, justamente por estarem em minoria.
Os indivíduos que chamam de louco, numa posteiridade são chamados de gênios.

Ser diferente é ser dife-ente... devergir: dife... ente: coisa... ficando Divergir da coisa... das coisas que são todas as coisas do mundo.
O mundo é habitado pela maioria, então ser diferente é não ser parte deste mundo das coisas do mundo, pois ser diferente é ser minoria.

Mas mesmo como minoria estamos no mundo.
Este mundo é habitação de todos, maioria e minoria.
Cabe a minoria que percebe tal realce, conviver com a maioria e não o contrário.

Penso que só pelo amor a minoria possivelmente vence o conflito de estar no mundo e de estar com a maioria.
Que possamos de certo ser diferenciais e não meramente banais neste deslocamento entre maioria e minoria, loucos e sãos.

Deus nos ajude e ensine, pois só ele que não é deste mundo poderia perfeitamente guiár-nos!

sábado, 27 de agosto de 2011

Uma manhã, um ônibus, uma criança.

A aurora despertou e tocou os céus
Acordo, abro os olhos e a cama ainda me segura
Desconsidero seu chamado, me levanto e saio do quarto

Tomo um café, saio cedo, mas já estou atrasado
Sem muita pressa ou descompasso, chego ao ponto
e não me destraio
Toca o som naquela rádio, música sempre destrai

Já no ônibus vou a pé, e uma criança já sentada
Cara nova, face limpa se propõe a me perguntar
- Quer sentar?
Educadamente lhe respondo - Não precisa se incomodar.

Penso que ganhei meu dia,
Daquela pergunta tão educada, se fez alegria
Como li num livro certa vez “as crianças são a esperança do mundo”

                                                                     Eu, Menestrel de Pierrot

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Notas sobre os livros IV – VI (Confissões – Sto. Agostinho)

Intitulando o capítulo do livro I de “As perfeições de Deus”, primeiro com indagações já seguidas de respostas, vemos Agostinho numa espécie de dialético onde Deus é ao mesmo tempo tudo e nada, e assim ele confessa suas exaltações de forma que parece ser Deus, algo contraditório sem contradição, porque isso é ser Deus, transcendência total e nos vemos limitados a materialidade tentando compreendê-lo.
Adentrando em suplicas a presença do seu Deus, Agostinho agora se vê embaraçado diante de sua morada carnal e começa então a “despir-se” dela para que assim possa alcançar perfeitamente aquele a quem sua alma encontra salvação. O interessante é que poderemos notar algo que não era incomum para a comunidade cristã da época de Agostinho, até porque veremos alguns pais anteriormente a ele condenando a algo miserável e detestável, a corporeidade. E por isso como o título do livro dá a entender “Confissões”, no capítulo VI do livro I, poderemos notar Agostinho começando a resgatar sua infância e em dúvidas indagar também sobre sua pré-encarnação, construindo dessa forma a ideia de alma e o mais notório, a questão platônica de reminiscência da alma, contudo, ele não alega a lembrança da alma ao mundo das ideias de Platão, mas sim, a observação de que a lembrança da alma nos faz voltar para Deus, aquele que tudo criou.

domingo, 7 de agosto de 2011

Sacrifício e Aborto - Sinônimos?

Esse texto surgiu depois de uma semana onde duas coisas sobre um mesmo assunto me ocorreu, bebês. Recebi uma ligação de meu pai que me trouxe uma boa-nova, a minha irmã mais velha está gravida, seu primeiro filho, meu segundo sobrinho. A outra coisa foi um vídeo que assisti sobre o mundo antigo e de como certas civilizações tinha por costumes sacrificar bebês, geralmente os primogênitos para algum de seus deuses.

Ao ver o vídeo que tratava de questões arqueológicas e imagens que retratavam como ocorriam os sacrifícios, me perguntei  - como isso é possível, tamanha crueldade com um ser tão indefeso? E essa indagação me trouxe para cá, hoje, nossos dias, onde milhares de seres inofensivos e indefesos são “sacrificados” em nome do conforto individual, ou mesmo populacional; ou em nome de algum ato deplorável contra a mulher como, por exemplo, o estupro que levou a gravidez. Nos mais possíveis casos tem dois em especial que ao menos vemos a possibilidade de compreender e penso que entre necessariamente em uma discussão coerente sobre o aborto. Aqueles infantes que já estão mortos no ventre materno, ou aqueles caso onde a vida da mãe depende da morte do bebê e vice-versa. Nos demais casos dirijo minhas críticas.

Acho interessante como esse assunto apesar de tão visível, pois eu conheço pessoas que já abortaram e você provavelmente conhece ou conhecerá alguém que já o fez, é pouco abordado, quase esquecido. Estamos falando de vidas pequeninas, que nem ao menos podem gritar ou chorar, pois não serão ouvidas, diferentemente dos bebês que eram sacrificados na antiguidade a um deus qualquer, ao menos elas podiam gritar, hoje sacrificam-nas no silêncio daquele espeço que deveria ser abrigo seguro, o ventre maternal. Por que? Por que elas precisam morrer? São menores do que nós? São menos humanos? São objetos descartáveis? São descoforto ou “problema” para sua vida? Mesmo nos casos de estupro onde o espaço privado e sacro da mulher é invadido de forma aterrorizante, não justifica o sacrifício do pequeno ser que viveu. E olha que digo isso tendo irmã e mãe.

Vejo que hoje, assim como antes, o sacrifício em alguns casos é até proposto pelo governo, exemplo da China que já sacrificou e ainda sacrifica milhares de crianças em nome de uma redução populacional. Matamos ao matar, e matamos ao silenciarmos a anormalidade dessa pervesidade chamada aborto. Os bebês não podem se defender por si mesmos, muitas vezes ninguém ouve o seu choro, mas sei que Deus o doador da vida é vingador e defensor dos fracos e dos oprimidos, dos menores deste mundo, os indefeso os ouve. Percebo isso na antiguidade e verei de certo em nossos dias também.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pensamento "desecandiante" e "desencandeado"

Pensar, dádiva dos homens, mas não deles mesmos.
Pensar, dádiva de deuses imortais aos seus mortais.
Pensar, dádiva do Deus impensável aos seus que foram pensados.

Preciso declamar sobre essa tão nobre habilidade,
mas não por ser algo simples de dizer, o pensamento que descrevo.
Sobre o pensar me vejo perante o intocável e por vezes inefável,
o pensamento.

Compreendo que o pensar não pôde, não pode, e não poderá
se abstrair de mim, de nós, dos seres mortais; porém na abstração
do meu sentir, posso assim refletir sobre o pensamento, e isto, bem,
isto me eleva mais uma vez.

Por muito, quanto mais penso, mais percebo que não é na elevação
ou altivez do mesmo, que eu me descubro. Pelo contrário, quanto mais
me rebaixo à noção de não compreensão, mais me enxergo e me descubro.

O escopo dessas singelas palavras me recorda a memória, e me mostra
que tudo isso, eu, pensamento e o que isso envolve, remete-me a Vós.
Sim, Vós o impensável que se deixa ser pensado na pequenês de sua obra,
sendo esta, eu, fruto de Vosso pensar.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Da Razão - Passatempos Metafísicos

Vós que clamais por Razão, donde a vistes para conhecê-las e alertar sua existência?
 Quem a fez nascer?
 Quem a intitulou e tornou-a tão necessária para o ego humano?
 Onde está tua face para que possa vê-la oh Razão?
 E o teu cheiro para que possa senti-lá
Ou mesmo onde está o teu corpo para que possa tocá-la? 
Talvez se te mostrares de alguma forma poderias crer em tua existência, mas e como seria eu tolo de duvidar de vossa existência oh Razão, se és tu que me fazes chegar a essa conclusão!
Se não fores isso uma demonstração de tua existência como poderia então demonstrar-te?
       
                                                                                                                                                                                                                Por: Danilo Reis

quarta-feira, 8 de junho de 2011

É possível conceber Deus?

Caro leitor, esse texto fora extraído dum diálogo entre eu e um debatedor acerca da possibilidade de concebermos o Absoluto em nossa subjetividade. Não propus A Verdade, mas sim aquilo que até então satisfaz meus questionamentos sobre o assunto.


(Debatedor)
“Sua mente não consegue conceber Deus nem A Criação. Humanos não conseguem entender acontecimentos sem antecedentes cronológicos, como, por exemplo, Deus e o universo. Se Deus existe, Danilo, ele é muito mais complicado do que você pode imaginar, e seu organismo não tem a capacidade para compreendê-lo”

(Resposta)
Seria um equívoco da minha parte dizer que entendo Deus, ou que estudo Deus, como diria alguns estudiosos, Deus é mistério, Deus é Inefável, Deus é transcendente. Sem dúvida sendo Deus objetivo, como eu subjetivamente poderia conceber Deus?... O interessante é que ele não está preso ao objetivo (diferentemente de nós que estamos presos ao subjetivo), pois, o mesmo intencionalmente interfere e se revela de forma subjetiva, porque assim Ele pode fazê-lo.

A minha capacidade de relacionar fé (fides – crer) associada ao objetivo, pois, defendo que só por meio dela nós, limitados podemos imaginar o transcendente e experimentá-lo, e claro a minha razão que está associada ao meu físico empírico e subjetivo, dessa forma concebo Deus por meio da razão que a priori entende que não entende Deus em sua essência (O Absoluto), contudo concebe que tal Ser está aí, e que Ele próprio deseja se comunicar, sendo impossível para nós termos ideia de Deus, se o mesmo não revelasse que Ele é.

Sobre a questão cronológica, o tempo está relacionado à nossa subjetividade: tempo de nascer, crescer, morrer; estações; eras etc. Com certeza é difícil para a gente entender o que é ser Eterno, por exemplo, sem começo e sem fim, diferente de infinito, que começa e não acaba. Contudo dizer que não conseguimos pensar sobre o Kairós (tempo eterno), é improvável, já que nós estamos falando sobre ele, você pode não experimentá-lo aqui, e não compreender o que é viver atemporalmente, mas  entende-se que há um tempo diferente do nosso (Chronos), e, portanto, discutimos e supomos sobre tal tempo.

sábado, 4 de junho de 2011

"Consegui desarmar-me" - Patriarca Atenágoras

Consegui desarmar-me.
Participei nesta guerra, durante anos e anos.
Foi terrível. Mas agora estou desarmado.
Já não tenho medo de nada, porque “o amor afugenta o medo”.
Estou desarmado da vontade de prevalecer,
De me justificar à custa dos outros.
Já não estou alerta,
Zelosamente apegado às minhas riquezas.
Acolho e partilho.
Não me importam especialmente as minhas ideias, os meus projectos.
Se me propõem outros melhores, aceito-os de bom grado.
Quer dizer, não os melhores, mas os bons.
Bem sabem, renunciei ao comparativo…
O que é bom, verdadeiro, real, esteja onde estiver,
É o melhor para mim.
Por isso já não tenho medo.
Quando nada se possui, já não se sente medo.
“Quem nos separará do amor de Cristo?”
Mas, se nos desarmarmos, se nos despojarmos,
Se nos abrirmos ao Deus homem que renova todas as coisas,
Então é Ele que apaga o passado mau
E nos devolve um tempo novo,
Onde tudo é possível.

Patriarca Atenágoras - Foi Patriarca Ortodoxo de 1948-1972 e revogou a excomunhão da Cristandade Ocidental (Cisma) que havia desde 1054 d.C.

domingo, 29 de maio de 2011

"Sintaxe à Vontade" - Teatro Mágico

"Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
Bem vindo ao teatro mágico!
sintaxe a vontade..."


Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto ou indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas é aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua prece
que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
é muitas vezes, encontrar-se com Deus
com o teu Deus


Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque...


tem horas que a gente se pergunta...
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?"

domingo, 15 de maio de 2011

A Liberdade de Expressão está ameaçada?

Estou pense muitos brasileiros durante a Ditadura Militar e que agora, diante de algumas novas situações me levam a temer a perca desse direito dentro de alguns anos. Estou sendo exagerado? Penso que não, vejamos alguns problemas que são notórios.ando pensando seriamente sobre a questão da liberdade de expressão que foi tanto defendida e labutada ao sangue de muitos.

Vivemos em uma "democracia", e segundo o princípio etimológico e a própria concepção grega que dera origem a esse modelo político de poder, onde o "povo" (demos) e "cracia" (kratos/poder/governo) é a potestade atuante no Estado, ou seja, o povo detém o poder de decidir sobre si mesmo, nesse caso em um espaço chamado de "res-pública" ou espaço público, em pró de um "bem" comum, ou da "felicidade" de toda Polis, através de princípios fundamentados na cidadania que é o próprio "ser" atuante na polis (cidade) guiados pela ética que visaria o bem comum já citado acima. Visto esse primeiro rodapé retorno ao nosso tempo, e percebo que os princípios da democracia grega ainda estão de pé, pelo menos teoricamente nele nos baseamos, e por isso temos eleições diretas ao qual podemos decidir quem serão os representantes do "povo" que decidirá sobre o "bem-comum" do Estado. 

Até aí tudo bem, contudo quando falamos de Estado, vejo que quanto mais figuramos um avanço  democrático, hoje eu me sinto ameaçado por esse modelo, não pelo que ele é ou representa, mas pelo que ele está se tornando, no sentido de se intrometer demasiadamente no meu espaço privado, e por que digo isso ? Digo isso, porque hoje tramitam leis que ferem a própria constituição brasileira quanto a Liberdade de Expressão e a invasão de espaços tão sacramente privado, isto é, o lar de cada um de nós. Com novas leis em trâmites como, por exemplo, o da "homofobia" que em sua própria etimologia se mostra errônea, porque se, por exemplo, uma pessoa discordar das práticas homossexuais, não significa um "pavor", "medo", "aversão" pela pessoa humana, ou seja, quando falamos de homofobia estamos falando de pessoas que não conceberiam a ideia, nem em hipótese de estar em um mesmo ambiente que uma pessoa homossexual. Daí o que vejo de leis como essa é justamente a perca do meu direito de dizer o que acho correto ou errado; o direito de dizer ao meu filho o que é certo ou errado etc. Então o Estado se intromete e fere a própria constituição que é a mantenedora da democracia, fora que eu nem citei a questão da Liberdade Religiosa. 

Por favor caro leitor não entenda equivocadamente minhas palavras, eu não faço apologia a violência, ou discriminação; sou contra qualquer exclusão martirizadora das pessoas, isso é base da minha fé cristã. O que defendo é meu direito de falar sobre práticas, assim como defendo o direito de qualquer um em criticar a minha fé, minhas convicções, minha ética e moral cristã, a constituição permite isso. Porém, vejo que cometerão logo logo essa deturpação, isto é, silenciando a uns como já fizeram e ainda fazem como a "negros", "idosos", "índios", "pobres" e "homossexuais" e dando demasiada voz a outros. Não é isso que eu quero, mas sim um diálogo democrático e constitucional sem favorecer demais a uns e assim desfavorecendo a outros. 

"somos todos iguais na mentira e na verdade..." diz a música, e nela vemos que apesar de iguais podemos agir de formas diferentes. Acho que já falei demais e sintam-se a vontade de criticar minhas palavras, pois aqui se faz um espaço democrático.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sobre os males do mundo - O egocentrismo

Deus criou o homem e tudo o que há perfeitamente, mas ao homem como coroa da sua criação fez sua imagem e semelhança, uma das características disso é Ser Livre e Ser Perfeito... Perdemos os dois quando envaidecidos achamos que éramos ou seríamos igual a ele por nós mesmos daí a queda, a auto-suficiência, como poderia criatura ser independente de seu criador?

Acho estranho quando dizem ser Deus o causador dos males existentes, e fico repugnado porque isso não é um discurso só de pseudo-ateus, mas muitos teístas dizem ser Deus o causador dos males devido os pecados. Devo concordar que o pecado traz esses males, mas a punição de Deus é a voz que soa contrária as injustiças, violência, abandono, jactância e auto-suficiência.

Devido o homem em sua soberba ter se afastado de Deus, esse Deus deixou-os para serem guiados pela sua própria soberba e sorte de maldades que acompanham. Para mim por sinal esse é o "inferno", sermos deixados por Deus devido nossa Soberba. Os males nos sobreveem porque nós não sabemos amar o outro, porque não nos importamos com os famintos e os menores dessa terra. Pelo contrário somos em geral "inclua a mim também" guiados pelos nossos umbigos e deixamos constantemente aquilo que Deus orienta em todo texto sagrado "Misphá" e a "Shalom" que é paz oriunda da comunidade que vive em harmonia um com os outros. Jesus embaraça os religiosos da sua época por propor o olhar para os menores como iguais e a cuidar daqueles que precisam de auxílio, coisa que havia se perdido. São essas também as denúncias dos profetas contra os reis opressores e assim é durante a história da cristandade, claro, quando essa não é contaminada pelo atrativo do PODER SOBRE o outro, e se esquecendo de que o PODER dever ser PARA com o outro.

"A soberba gera divisão. A caridade, a comunhão"
Santo Agostinho  

terça-feira, 3 de maio de 2011

C. S. LEWIS SONG (Brooke Fraser)

"Se eu encontrar em mim mesmo
Desejos que nada neste mundo pode satisfazer,
Eu só posso concluir
Que eu não fui feito para este lugar.
Se a minha luta contra a carne é na melhor das hipóteses
Apenas leve e momentânea
Então é claro que eu me sentirei nu
Quando comparada com o lugar para onde estou destinado

Fale comigo na luz da alvorada
Misericórdia vem com a manhã
Eu suspirarei e com toda a criação gemerei
Enquanto espero a esperança vir para mim

Estou perdido ou ainda não encontrado?
No caminho reto ou andando em círculos
do caminho errado?
Existe uma alma que se move em mim,
Ela está se libertando, querendo se tornar viva?
Porque o meu conforto me faz preferir ficar dormente
E evitar o vindouro nascimento
De quem eu nasci para me tornar

Fale comigo na luz da alvorada
Misericórdia vem com a manhã
Eu suspirarei e com toda a criação gemerei
Enquanto espero a esperança vir para mim

Porque nós, nós não estamos aqui por muito tempo
Nosso tempo é apenas um fôlego,
Então e melhor respirá-lo
E eu, eu fui feito para viver,
Fui feito para amar,
Eu fui feito para Te conhecer
A esperança está vindo para mim
Esperança, Ele está vindo para mim
Esperança está vindo para mim
Esperança, Ele está vindo

Fale comigo na luz da alvorada
Misericórdia vem com a manhã
Eu suspirarei e com toda a criação gemerei
Enquanto espero a esperança vir para mim
Para mim, para mim, para mim"

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ética - Existência precede a Essência

Quando lemos o texto citado para estabelecer uma resposta temos citações de pensadores que influenciaram suas épocas e seus pensamentos discutidos até hoje. Tal discussão já fora feita séculos anteriores a esses dos pensadores citados, Santo Agostinho (séc. IV) já falava sobre o homem como ser essencialmente bom por ter sido criado por Deus e existencialmente mal por estar afastado de Deus devido o pecado. Soren Kierkegaard pensador do século XIX tido por muitos como o pai do existencialismo fala que o homem que não conhece sua existência é um ser desesperado, logo ou ele procura compreender sua existência, ou tentaria anulá-la sem sucesso vivendo mediocremente seus dias. Para muitos existencialistas um frase poderia resumir um pouco o pensamento generalizado “Saber uma coisa é ser uma coisa” claro que na aplicação dessa reflexão fugiríamos um pouco do centro da discussão. Evocando um pouco do pensamento cristão e sua influência através da história no conceito de existência e essência temos que entender que antes de mais nada, há um criador, e esse criador diz “faça-se”, se entendemos que tal criador (Deus) é e não que passou a existir, quem passa a existir é o homem, obra criada por suas mãos. E que ao ser criado ele passa a existir naquele determinado tempo e espaço, e naquele tempo e espaço precisaria entender sua existência perante seu criador e viver sua existência.

Não podemos transpor essa existência para um por vir, quando falamos de ética teríamos então que falar de uma existência aqui e agora, pois ética e dignidade humana é para hoje, não para um por vir. Portanto olhando sob essa perspectiva humana, entendo que o ser humano é potencialmente (essência) voltado para o bem e ser digno para com todos os outros homens, respeitando, cuidando e dignificando sua convivência harmoniosamente com todos, porque todos nós somos essencialmente humanos. Já quando tratamos da existência teríamos o drama, o desespero mortal  chamado pecado, aquilo que distancia-nos da essência boa que provém de Deus, e tal mal é incorporado em nossa existência que agora não mais vemos o outro como humano essencialmente e existencialmente igual a nós mesmo, essencialmente bom, mas existencialmente separado do que é bom excelentemente.

A ética entra nessa discussão com o objetivo de resgatar a igualdade humana, e a ética cristã vai além da ética comum, pois essa avança não só na igualdade humana, mas na possibilidade de um resgate (pela fé e pela práxis) da sublimação (não desaparecimento) do mal (pecado) e da afloração da essência de Deus em nós. Vemos isso na figura de Cristo Jesus, tornando-se homem não perde sua essência completa divina (por ser ele Deus), contudo vive o drama da possibilidade do pecado que é possível a todos os homens que já viveram, vivem ou viverão. Ressalvo que, Deus encarnado é Deus encarnado (ele tudo pode), ao homem cabe partículas de Deus por ser obra criada.

Entendo, porém, que a ética seja a comum, seja a cristã, tem o objetivo primário de trazer o homem de volta a sua dignidade humana.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Inquisição no século XXI?

Sou pela verdade e ela, penso eu, precisa peça chave de qualquer discussão levada com seriedade, mas infelizmente não é isso que vemos, por sinal, o próprio sentido de verdade, ou seja, do que seja verdade é nebulosa ou tendenciosa.

Lamento muito a ideia equivocada e tão amplamente difundida em nossos dias que é o que chamarei de “meros conchavos de hipocrisia” das vertentes dominantes de nossos dias. Sim eles que vez ou outra histericamente lançam suas palavras contra o que chamarei Tradicionalismo Moral Ocidental e boa parte desse tradicionalismo apontam eles, vem do cristianismo. Dizem os mesmos que em “pleno século XXI” é inadmissível conceber com a ideia de pessoas que se prendem a tradições antiquadas e tão primitivas não devem ser ouvidas pela sociedade. Sendo eles os detentores do poder midiático e estando os mesmos ocupando espaços no governo e nas academias, simplesmente divagam em propostas que simplesmente me deixam atônito.

Ouvi outro dia uma frase muito interessante “tira a verdade do meio da sociedade e fazes dela (a sociedade) o que queres”, percebem o quão grave isso soa! Bem, preciso mais uma vez dizer de minha pessimista percepção desse período da história humana que eu faço parte, e talvez poucos se importem com isso, porém propõem eles (essa massa dominante), que tudo seja liberado, que calem a voz dos que são contra o aborto e a prática homossexual; dos que são contra o mero relativismo e a afirmam existir verdade. O mais interessante é que em um processo gradativo eles acusam esses tradicionais da moral ocidental de medievais, sempre relembrando o fato de inúmeras inquisições e perseguições desses religiosos maquiavélicos, acovardados da verdade da farsa de sua religião, visto que, estes hipócritas “Liberais” repetem o mesmo ato vil e inquisidor dos “medievais”, ó santa ignorância ao acusar o período medieval dessa forma, mas isso não vem ao caso agora.

Penso que logo chegará o dia em que nós “conservadores e tradicionais” seremos bestificados e perseguidos, nossa que gafe a minha já somos de certa maneira. Por favor, não me entenda mau leitor, não quero parecer contrário ao diálogo, pelo contrário, sou a favor da imparcialidade na discussão, um debate onde ambos os lados apresentem suas partes e assim tiremos conclusões que precisam necessariamente vir da verdade e para a verdade, mas não é isso que vemos hoje não é? E mais, se engana quem diz não haver verdade, já diz o ditado – duas coisas certas de acontecer a todo homem, pagar impostos e morrer! Acho bom parar por aqui agora...

Ah sim, lembrei! Como dizia no início eu anseio pela Verdade e como diz o escritor C. S. Lewis “se buscares o consolo não terá a verdade, mas se buscardes a verdade terá tanto a verdade quanto o consolo no fim.”

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"Estamos todos nisso juntos"

Não é difícil perceber que há um grande desequilíbrio e que as coisas não estão bem… E isso tem afetado os lares porque, se parar pra pensar, nesse exato momento, tem uma geração que se diverte assistindo a reality shows na TV, que para ser honesto, de real não tem nada! Enquanto isso, uma criança está sendo prostituída a portas fechadas… Tendo sua inocência roubada. 


Não é justo que nós possamos consumir qualquer oferta material a nossa frente, enquanto o órfão e a viúva são excluídos de qualquer dignidade de vida! Porque eles são vítimas de um conflito que simplesmente não é deles! Não é justo que uma geração esteja aumentando o seu quadro de obesidade, enquanto que diariamente 30 milhões de pessoas morrem por falta do que comer! Não é justo que não vejamos problemas em pagar por uma água de torneira filtrada em uma garrafa com rótulo bacana, enquanto existem comunidades inteiras que sofrem com doenças porque a única água que eles têm acesso é parada e poluída! Não é justo que possamos cantar, pular e dançar em liberdade ao mesmo tempo em que os escravos permanecem cativos fora de nossas vistas, fora dos nossos pensamentos! Não é justo que possamos sentar e assistir o noticiário da noite no conforto de nossas salas, e sentir pena daqueles que sofreram por causa de uma tempestade, um terremoto ou uma enchente. E então mudamos de canal para assistir alguma novela… 


É justo passarmos por um sem-teto e não lhe darmos nada com a desculpa que ele irá gastar tudo com bebidas ou cigarros, ou mandá-lo levantar e arrumar um emprego.Quem somos nós para julgar o alcoólatra ou a prostituta? O viciado ou o criminoso, como se fôssemos melhores do que eles? Quem somos nós para esquecer o injustiçado, o oprimido ou o marginalizado? Enquanto corremos atrás dos nossos próprios sonhos?Nós vemos esse desequilíbrio e pensamos: “Cara, isso não tá certo! Isso não é justo!”Mas permanecemos alheios a tudo isso. Porque para nós, fazer alguma coisa nos trará algum custo. E se é assim que tudo termina, então talvez seja justo afirmar que quando ignoramos a prostituição infantil, estamos na verdade emprestando a nossa mão para seu abuso. Quando ignoramos o órfão ou a viúva em seus sofrimentos, na verdade estamos acrescentando-lhes dores!Quando ignoramos o escravo que permanece cativo, somos nós que o estamos escravizando! Quando nós nos esquecemos do refugiado, somos nós que o desabrigamos! Quando decidimos não ajudar o pobre e o necessitado, estamos roubando-lhes!Talvez a única coisa justa a dizer é que, quando esquecemos o que os mandamentos dizem sobre isso, ESTAMOS ABANDONANDO OS NOSSOS!


Extraído do Documentário “The I Heart Revolution - We're all in this together”
Hillsong United